Luiz Arthur Brito da Silveira                                                                                                               12/09/2007

O DIA DO NOSSO 12 DE SETEMBRO
Luiz Arthur Brito da Silveira

Cada país (ou cada brazis) tem a torre de pizza que merece...

     Para os norte americanos foi o dia 11 de setembro, para os brasileiros foi o dia 12. Vimos hoje um atendo violento contra a nação brasileira, um atentado violento contra os cidadãos de bem desse país.
      Esses 40 e 6 senadores
(o 6 separado são as abstenções covardes) explodiram hoje uma das instituições mais antigas da Republica o Senado Federal do Brasil, essa instituição foi reduzida a pó e jogada no lixo que cobre a vida obscura desses homens que se diziam representantes do povo. 
      O que dizer aos nosso filhos agora?
     Acho que devemos dizer aos nosso filhos que devem pegar o primeiro avião e pedir asilo moral em qualquer outro país decente do mundo; porque diante desses acontecimentos de hoje e todos os outros mais recentes, não resta mais esperanças de ver a nossa pátria se tornar uma nação justa e capaz de nos despertar orgulho.
     Hoje estou com muita vergonha de ser brasileiro.


"O regime constitucional na Monarquia, tinha, entre nós, dois largos pulmões, o parlamento e a imprensa, por onde a vida nacional se oxigenava livremente. O nome do Senado não desdizia, ali, das tradições da majestade antiga, não repugnava as grandezas consulares da casa de Cícero e Catão. A tribuna legislativa era gloriosa arena, onde as idéias e as virtudes se batiam pelas aspirações da honra e do civismo. (...) Outros tempos desbancaram o ranço dessas futilidades. As belezas do presidencialismo brasileiro escorraçaram dos augustos laboratórios da legislação republicana o talento, a eloqüência e a verdade, baixaram, da legislatura em legislatura, naqueles recintos consagrados à caricatura da soberania nacional, o nível da capacidade e do decoro, da independência e da respeitabilidade, poluíram a vida parlamentar de chagas inconfessáveis, de segredos tenebrosos, de pústulas vergonhosas e másculas sem nome."
           Rui Barbosa - 1919 (Trecho da conferência "Às Classes Conservadoras")

"Não confundamos o Senado, a instituição que fica, com os grupos parlamentares, as maiorias que passam. Estas imolam muitas vezes aos erros de um oportunismo bastardo os interesses superiores da instituição."
           Rui Barbosa (1893-
Trecho do artigo "Ontem e Hoje")

         O senado brasileiro livrou a cara do senador alagoano das acusações, 40 e 6 comparsas colaboraram para essa absolvição imoral. Assim chegamos a conclusão que Rui Barbosa errou em 1893, depois de todos esses acontecimentos a instituição não resistiu a faleceu neste dia 12 de setembro de 2007. A instituição não ficou...

AGORA SÓ NOS RESTA FICAR DE LUTO
PELO FALECIMENTO DA INSTITUIÇÃO CHAMADA
senado federal do Brasil
12/09/2007

 Abaixo uma série de matérias relacionadas a nossa tragédia do dia 12 de setembro

PERFEITO ESSE VÍDEO


Senadores voltam a mentir ao declarar voto em enquete
Folha de São Paulo - 13/09/2007 -
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Ouvidos pela Folha ontem, 43 parlamentares disseram ter optado pela
cassação, mas painel registrou apenas 35 votos

Antes da sessão secreta, 41 integrantes do Senado haviam afirmado que
se manifestariam a favor da perda de mandato de Renan

Alguns senadores mentiram ao anunciar a decisão que tomaram no processo contra Renan Calheiros, presidente da Casa. É o que mostra a enquete realizada ontem pela Folha logo após a votação secreta no plenário. Ao ouvir 75 senadores -5 não foram localizados-, a reportagem obteve de 43 deles que a opção tinha sido pela cassação do mandato. No plenário, no entanto, essa decisão teve o apoio de apenas 35 parlamentares, oito a menos do que o ouvido pela Folha.
O mesmo aconteceu na véspera da votação, quando 41 anteciparam que o voto seria pela perda do mandato. Ao que parece, 6 senadores mudaram de idéia de um dia para o outro -ou mentiram também.
Tanto antes como depois da votação, se o testemunho dos senadores tivesse sido confirmado pelos votos que realmente deram, Renan estaria cassado, já que eram necessários 41 votos para isso.
Metade dos votos dos petistas na Casa continua desconhecida do público. De uma bancada de 12 senadores, 8 haviam omitido, na véspera da votação, a decisão que tomariam. Ontem, o número caiu para 6, já que Aloizio Mercadante (SP) afirmou ter optado por abster-se e Eduardo Suplicy disse ter votado pela cassação. O PT foi apontado como detentor de votos decisivos, assim como as "traições" da oposição, que fechou questão pela cassação.
"Não tem nem o que comentar [sobre o resultado]. O PT trabalhou [pela Renan] e entrou pesado", disse Heráclito Fortes (DEM-PI), que não havia declarado o voto na véspera, mas que afirmou ter decidido pela cassação.
Entre os demais senadores ouvidos ontem, 9 disseram ter apoiado a continuidade de Renan na Casa -1 a menos do que na véspera-, 21 não declararam seus votos, 5 não foram localizados e 2 afirmaram que se abstiveram.
"Não cabe ao Senado julgar um crime tributário", disse Francisco Dornelles (PP-RJ), que afirmou ter sido contra a perda do mandato de Renan.

Decisão
Dos 29 senadores que não haviam declarado seus votos antes da reunião secreta no plenário, 11 relevaram ontem como supostamente se manifestaram no processo sobre o presidente da Casa -6 disseram que votaram pela cassação, 3 contra e 2 se abstiveram. Outros 16 continuaram sem dizer a decisão -6 petistas- e 2 não foram localizados.
Entre os apoiadores públicos de Renan, 6 disseram tanto antes como depois da votação que a decisão era pela manutenção do mandato. Está nesse grupo a família Sarney, representada por José Sarney (PMDB-AP) e Roseana (PMDB-MA). Com exceção de Gim Argello (PTB-DF), os demais são peemedebistas, como Renan.


Senado prova que instituições também se suicidam
Blog do Josias de Souza - 12/09/2007

"O nome da crise não é mais Renan Calheiros. O caos agora se chama Senado da República. Ao absolver um presidente indefensável, os senadores comprovaram a existência de um par de axiomas indubitáveis: 1) só há duas formas de fazer política, as ruins e as muito piores; 2) a exemplo dos indivíduos, também as instituições pretensamente republicanas podem cometer suicídio. (...)

...O Brasil foi intimado a fingir-se de louco. O Senado pede ao país que esqueça as notas frias, os bois voadores, os frigoríficos de fancaria, o lucro agropecuário fictício, os pagamentos feitos com dinheiro vindo sabe-se lá de onde, o empréstimo não declarado à Receita, a rádio e o jornal adquiridos em moeda sonante e por meio de laranjas... Nada disso existiu, eis o que informa o Senado. Tudo não passou de uma alucinação coletiva.

 

Restou demonstrado que os políticos brasileiros não se sentem pessoas públicas. Eles pedem à nação que pare de atrapalhar suas vidas privadas. Recomendam ao eleitor que aceite, compulsoriamente, a tese de que o presidente do Senado é um homem bom. Aconselham aos jornalistas que deixem de fazer perguntas incômodas –O que o senador comeu hoje? Ou, por outra: Quem ele comeu ontem?

 

O país deve aceitar, babando na camisa, a existência de um patrimonialismo docemente arcaico, alegremente eterno. Ficou estabelecido que, no universo psicanalítico do Senado, é o privado que rege o público. E os senadores não devem nada a ninguém. Muito menos explicações.

 

Diante de um Renan que bate na barriga e diz “Brasília é a minha Murici”, não resta ao cidadão em dia com o fisco senão ouvir, respirar fundo, e seguir em frente, fingindo uma patológica normalidade. Seja maluco, caro leitor. E não encha mais o saco.

 

Ao optar pelo impasse, ao dar sobrevida à crise, o Senado virou as costas para a sensatez, fez uma opção pela delinqüência, deu as mãos à desmoralização. Há muito não se via um ataque tão frontal à democracia. A política vai se consolidando como um parafuso espanado. Roda a esmo, incapaz de dar solução às suas próprias crises. Que não reclamem depois das loucas divagações berzoínicas, do desvario de um Brasil sem Senado. Os senadores suicidaram o Senado.
 


          Glauco                                                                                         Glauco 


Essa ilustração abaixo foi uma coincidência de pensamento
ou de indignação, ou provavelmente as duas coisas juntas...


Entrevista com a presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena


Como o Senado fica após essa absolvição?

Heloísa Helena: Infelizmente, foi uma atitude covarde, infame. O Senado agiu em coluio com um senador que todos sabem que patrocinou roubo aos cofres públicos. Mas vou continuar ensinando aos meus filhos e alunos que não se deve roubar.

Como encara a atitude dele?
Heloísa Helena: Eu sei que um senador que tem no Estado de Alagoas um império político e de mídia, fica absolutamente histérico diante da ousadia de uma mulher que ousa enfrentá-lo, entendeu? Mas é aquela história: vou continuar ensinando a meus filhos que é proibido roubar.

Foi decepcionante?
Heloísa Helena: Profundamente. Quem está derrotado não é o PSOL, não é o jornalismo investigativo que não se vendeu com verba publicitária. O derrotado é o povo brasileiro.


Decisão sobre Calheiros provoca revolta na Internet
Portal Terra
 

          Internautas de todo o País demonstraram, nesta quarta-feira, através do site de relacionamentos Orkut, indignação e revolta com o resultado da votação do Plenário do Senado que absolveu o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), do processo de cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar. Grande parte dos comentários registrados no site classificaram a decisão como "vergonhosa".
         Calheiros enfrentou um processo por quebra de decoro parlamentar após uma representação do Psol, baseada em uma reportagem da revista Veja. O texto diz que o senador tinha contas pessoais, inclusive a pensão da filha com a jornalista Mônica Veloso, pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior.
         O Plenário do Senado decidiu pela absolvição de Calheiros, por 40 votos a 35. Houve seis abstenções. Esta foi a primeira vez na história em que um presidente da Casa teve uma cassação avaliada em Plenário.
         Na comunidade do Orkut intitulada "Fora, Renan Calheiros!", membros afirmaram que estão "decepcionados com o Senado". Os internautas buscam saber quem foram os parlamentares que votaram pela absolvição de Calheiros e quais senadores se abstiveram do voto.
         A comunidade intitulada "Decepção com o Senado Federal" foi criada logo após a divulgação do resultado. "Esta comunidade é para quem ficou decepcionado com o resultado da votação do pedido de cassação do Senador Renan Boiadeiro Calheiros", informa a descrição do grupo.
        Na comunidade de apoio ao senador, internautas deixaram mensagens de apoio antes da votação, destacando a "integridade moral" do parlamentar. Após o resultado, um dos membros do grupo anunciou a absolvição do parlamentar, afirmando que a decisão é uma "vitória do povo brasileiro".

Home | Volta

 

Publicidade