O DIA DO NOSSO 12 DE SETEMBRO
Luiz Arthur Brito da Silveira
Cada país (ou cada brazis) tem a torre de pizza que
merece...
Para os norte americanos foi o dia 11 de setembro, para os
brasileiros foi o dia 12. Vimos hoje um atendo violento
contra a nação brasileira, um atentado violento contra os
cidadãos de bem desse país.
Esses 40 e 6 senadores
(o 6 separado são as
abstenções covardes)
explodiram hoje uma das
instituições mais antigas da Republica o Senado Federal do
Brasil, essa instituição foi reduzida a pó e jogada no lixo
que cobre a vida obscura desses homens que se diziam
representantes do povo.
O que dizer aos nosso filhos agora?
Acho que devemos dizer aos nosso filhos que devem pegar o primeiro avião
e pedir asilo moral em qualquer outro país decente do mundo;
porque diante desses acontecimentos de hoje e todos os
outros mais recentes, não resta mais esperanças de ver a
nossa pátria se tornar uma nação justa e capaz de nos
despertar orgulho.
Hoje estou com muita vergonha de ser brasileiro.
"O regime constitucional na Monarquia, tinha,
entre nós, dois largos pulmões, o parlamento e a
imprensa, por onde a vida nacional se oxigenava
livremente. O nome do Senado não desdizia, ali,
das tradições da majestade antiga, não repugnava
as grandezas consulares da casa de Cícero e
Catão. A tribuna legislativa era gloriosa arena,
onde as idéias e as virtudes se batiam pelas
aspirações da honra e do civismo. (...) Outros
tempos desbancaram o ranço dessas futilidades.
As belezas do presidencialismo brasileiro
escorraçaram dos augustos laboratórios da
legislação republicana o talento, a eloqüência e
a verdade, baixaram, da legislatura em
legislatura, naqueles recintos consagrados à
caricatura da soberania nacional, o nível da
capacidade e do decoro, da independência e da
respeitabilidade, poluíram a vida parlamentar de
chagas inconfessáveis, de segredos tenebrosos,
de pústulas vergonhosas e másculas sem nome."
Rui Barbosa - 1919
(Trecho da conferência "Às Classes
Conservadoras")
"Não confundamos o Senado, a instituição que
fica,
com os grupos parlamentares, as maiorias que passam.
Estas imolam muitas vezes aos erros de um
oportunismo
bastardo os interesses superiores da instituição."
Rui Barbosa
(1893-
Trecho do artigo "Ontem e Hoje")
Abaixo
uma série de matérias relacionadas a nossa
tragédia do dia 12 de setembro
PERFEITO ESSE VÍDEO
Senadores voltam
a mentir ao declarar voto em enquete
Folha de
São Paulo - 13/09/2007 -
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Ouvidos pela
Folha ontem, 43 parlamentares disseram ter optado pela
cassação, mas painel registrou apenas 35 votos
Antes da sessão secreta, 41 integrantes do Senado haviam
afirmado que
se manifestariam a favor da perda de mandato de Renan
Alguns senadores
mentiram ao anunciar a decisão que tomaram no processo
contra Renan Calheiros, presidente da Casa. É o que mostra a
enquete realizada ontem pela Folha logo após a
votação secreta no plenário. Ao ouvir 75 senadores -5 não
foram localizados-, a reportagem obteve de 43 deles que a
opção tinha sido pela cassação do mandato. No plenário, no
entanto, essa decisão teve o apoio de apenas 35
parlamentares, oito a menos do que o ouvido pela Folha. O mesmo aconteceu na véspera da votação, quando 41
anteciparam que o voto seria pela perda do mandato. Ao que
parece, 6 senadores mudaram de idéia de um dia para o outro
-ou mentiram também.
Tanto antes como depois da votação, se o testemunho dos
senadores tivesse sido confirmado pelos votos que realmente
deram, Renan estaria cassado, já que eram necessários 41
votos para isso.
Metade dos votos dos petistas na Casa continua desconhecida
do público. De uma bancada de 12 senadores, 8 haviam
omitido, na véspera da votação, a decisão que tomariam.
Ontem, o número caiu para 6, já que Aloizio Mercadante (SP)
afirmou ter optado por abster-se e Eduardo Suplicy disse ter
votado pela cassação. O PT foi apontado como detentor de
votos decisivos, assim como as "traições" da oposição, que
fechou questão pela cassação.
"Não tem nem o que comentar [sobre o resultado]. O PT
trabalhou [pela Renan] e entrou pesado", disse Heráclito
Fortes (DEM-PI), que não havia declarado o voto na véspera,
mas que afirmou ter decidido pela cassação.
Entre os demais senadores ouvidos ontem, 9 disseram ter
apoiado a continuidade de Renan na Casa -1 a menos do que na
véspera-, 21 não declararam seus votos, 5 não foram
localizados e 2 afirmaram que se abstiveram.
"Não cabe ao Senado julgar um crime tributário", disse
Francisco Dornelles (PP-RJ), que afirmou ter sido contra a
perda do mandato de Renan.
Decisão
Dos 29 senadores que não haviam declarado seus votos antes
da reunião secreta no plenário, 11 relevaram ontem como
supostamente se manifestaram no processo sobre o presidente
da Casa -6 disseram que votaram pela cassação, 3 contra e 2
se abstiveram. Outros 16 continuaram sem dizer a decisão -6
petistas- e 2 não foram localizados.
Entre os apoiadores públicos de Renan, 6 disseram tanto
antes como depois da votação que a decisão era pela
manutenção do mandato. Está nesse grupo a família Sarney,
representada por José Sarney (PMDB-AP) e Roseana (PMDB-MA).
Com exceção de Gim Argello (PTB-DF), os demais são
peemedebistas, como Renan.
Senado prova que instituições também se suicidam
Blog do Josias de Souza - 12/09/2007
"O
nome da crise não é mais Renan Calheiros. O caos agora se
chama Senado da República. Ao absolver um presidente
indefensável, os senadores comprovaram a existência de um
par de axiomas indubitáveis: 1) só há duas formas de fazer
política, as ruins e as muito piores; 2) a exemplo dos
indivíduos, também as instituições pretensamente
republicanas podem cometer suicídio. (...)
...O Brasil foi intimado a fingir-se de louco. O Senado pede
ao país que esqueça as notas frias, os bois voadores, os
frigoríficos de fancaria, o lucro agropecuário fictício, os
pagamentos feitos com dinheiro vindo sabe-se lá de onde, o
empréstimo não declarado à Receita, a rádio e o jornal
adquiridos em moeda sonante e por meio de laranjas... Nada
disso existiu, eis o que informa o Senado. Tudo não passou
de uma alucinação coletiva.
Restou demonstrado que os políticos brasileiros não se
sentem pessoas públicas. Eles pedem à nação que pare de
atrapalhar suas vidas privadas. Recomendam ao eleitor que
aceite, compulsoriamente, a tese de que o presidente do
Senado é um homem bom. Aconselham aos jornalistas que deixem
de fazer perguntas incômodas –O que o senador comeu hoje?
Ou, por outra: Quem ele comeu ontem?
O país deve aceitar, babando na camisa, a existência de um
patrimonialismo docemente arcaico, alegremente eterno. Ficou
estabelecido que, no universo psicanalítico do Senado, é o
privado que rege o público. E os senadores não devem nada a
ninguém. Muito menos explicações.
Diante de um Renan que bate na barriga e diz “Brasília é a
minha Murici”, não resta ao cidadão em dia com o fisco senão
ouvir, respirar fundo, e seguir em frente, fingindo uma
patológica normalidade. Seja maluco, caro leitor. E não
encha mais o saco.
Ao optar pelo impasse, ao dar sobrevida à crise, o Senado
virou as costas para a sensatez, fez uma opção pela
delinqüência, deu as mãos à desmoralização. Há muito não se
via um ataque tão frontal à democracia. A política vai se
consolidando como um parafuso espanado. Roda a esmo, incapaz
de dar solução às suas próprias crises. Que não reclamem
depois das loucas divagações berzoínicas, do desvario de um
Brasil sem Senado. Os senadores suicidaram o Senado.
Glauco
Glauco
Essa ilustração abaixo foi uma coincidência de pensamento
ou de indignação, ou provavelmente as duas coisas juntas...
Entrevista com a presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena
Como o Senado fica após essa absolvição?
Heloísa Helena:
Infelizmente, foi uma atitude covarde, infame. O Senado agiu
em coluio com um senador que todos sabem que patrocinou
roubo aos cofres públicos. Mas vou continuar ensinando aos
meus filhos e alunos que não se deve roubar.
Como encara
a atitude dele?
Heloísa Helena:
Eu sei que um senador que tem no Estado de Alagoas um
império político e de mídia, fica absolutamente histérico
diante da ousadia de uma mulher que ousa enfrentá-lo,
entendeu? Mas é aquela história: vou continuar ensinando a
meus filhos que é proibido roubar.
Foi
decepcionante?
Heloísa Helena:
Profundamente.
Quem está derrotado não é o PSOL, não é o jornalismo
investigativo que não se vendeu com verba publicitária. O
derrotado é o povo brasileiro.
Decisão sobre Calheiros
provoca revolta na Internet Portal Terra
Internautas
de todo o País demonstraram, nesta quarta-feira, através do
site de relacionamentos Orkut, indignação e revolta com o
resultado da votação do Plenário do Senado que absolveu o
presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL),
do processo de cassação de mandato por quebra de decoro
parlamentar. Grande parte dos comentários registrados no
site classificaram a decisão como "vergonhosa".
Calheiros enfrentou um processo por quebra de decoro
parlamentar após uma representação do Psol, baseada em uma
reportagem da revista Veja. O texto diz que o senador tinha
contas pessoais, inclusive a pensão da filha com a
jornalista Mônica Veloso, pagas pelo lobista Cláudio
Gontijo, da construtora Mendes Júnior.
O Plenário do Senado decidiu
pela absolvição de Calheiros, por 40 votos a 35. Houve seis
abstenções. Esta foi a primeira vez na história em que um
presidente da Casa teve uma cassação avaliada em Plenário.
Na comunidade do Orkut
intitulada "Fora, Renan Calheiros!", membros afirmaram que
estão "decepcionados com o Senado". Os internautas buscam
saber quem foram os parlamentares que votaram pela
absolvição de Calheiros e quais senadores se abstiveram do
voto.
A comunidade intitulada
"Decepção com o Senado Federal" foi criada logo após a
divulgação do resultado. "Esta comunidade é para quem ficou
decepcionado com o resultado da votação do pedido de
cassação do Senador Renan Boiadeiro Calheiros", informa a
descrição do grupo.
Na comunidade de apoio ao senador,
internautas deixaram mensagens de apoio antes da votação,
destacando a "integridade moral" do parlamentar. Após o
resultado, um dos membros do grupo anunciou a absolvição do
parlamentar, afirmando que a decisão é uma "vitória do povo
brasileiro".
Angeli
Frases
sobre a absolvição
Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado
“Abstenção
numa votação dessa? Quer dizer, o sujeito não sabe, não
tem opinião formada depois de tudo que leu, que ouviu e
de tudo que falaram? É lamentável. É um voto duplamente
covarde. Escudado no voto secreto e na abstenção. São
pessoas que acanalharam seus votos numa covardia dupla.”
Cezar
Britto, presidente nacional da Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB)
"Que esse
triste episódio sirva para aprofundar, no meio político,
essa reflexão. E que o corporativismo senatorial não
insista em manter na presidência de uma das mais
elevadas instituições republicanas alguém que se
incompatibilizou com o cargo. Seria errar duas vezes. O
país não merece isso."
Eduardo
Suplicy (PT-SP), senador
“Eu avaliei
que ele quebrou o decoro. Mas eu respeito a opinião dos
meus colegas.”
Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara
"Foi o
julgamento da vida do senador Renan Calheiros, que foi
exposta. Os senadores tiveram elementos, perícias,
prospecções. Todos os instrumentos para decidir. Foi de
maneira democrática e esse assunto agora é página
virada."
José
Alencar, presidente da República em exercício
"O Senado é
uma instituição soberana. Nós estamos, obviamente,
distantes porque nós somos do Poder Executivo e temos
que respeitar a decisão soberana do Senado."
Marisa
Serrano (PSDB-MS), senadora e relatora do processo
contra Renan
"O senador
Renan vai continuar na Presidência enfraquecido e eu não
sei como será o dia de amanhã. Mas eu estou disposta a
trabalhar muito para que o povo brasileiro acredite
nesta Casa. De qualquer forma, eu ainda não sei. Fiquei
muito surpresa com o resultado."
Sérgio
Guerra (PSDB-PE), senador
“Graças ao PT
todas essas abstenções foram decisivas para a absolvição
do senador Renan Calheiros. Estou indignado com o
resultado.”
Tasso
Jereissati (CE), senador e presidente nacional do
PSDB
"A crise vai
continuar. A credibilidade do Senado está quase no fundo
do poço."
Tião
Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado
“Não dá para
entender como alguém não consegue formar uma opinião
depois de tanta investigação, de tantos dados apurados.
É muito ruim a abstenção numa votação dessa."
Vanderlei Macris (SP), vice-líder do PSDB na Câmara
"É
impressionante como o partido que está no poder federal
e seus aliados conseguem cooptar consciências, acima da
dignidade das instituições e da credibilidade que devem
ter os poderes constituídos."
Roberto Romano,
cientista político e professor da Unicamp:
“Foi algo previsível. Conhecendo o Congresso Nacional,
as diversas pressões e o procedimento sem qualquer
respeito às normas só poderia gerar esse resultado. Me
surpreendeu positivamente que 35 parlamentares tenham
votado pela cassação. Agora o que teremos é um ‘pato
manco’ no Senado, que não serve nem para o governo. A
melhor saída para o País, para o governo e para o
Congresso é que Renan saia, Tião Viana assuma e sejam
convocadas novas eleições no Senado”.
Vanderlei Macris,
vice-líder do PSDB na Câmara dos Deputados de Sp
Paulo:
"A absolvição de Renan Calheiros é o estado de arte da
impunidade no Brasil. Esse resultado desmoraliza o poder
legislativo e desrespeita a inteligência do povo
brasileiro. É impressionante como o partido que está no
poder federal e seus aliados conseguem cooptar
consciências, acima da dignidade das instituições e da
credibilidade que devem ter os poderes constituídos”.
Cláudio Abramo,
da ONG Transparência
Brasil:
“É mais um passo na desmoralização do Senado como
instituição. A decisão, tomada às escondidas, sacramenta
a desmoralização de um Senado que permitiu que seu
presidente permanecesse dando as cartas mesmo quando
acusado de irregularidades gravíssimas”.
Renan no
seu lugar
JANIO DE FREITAS - Folha de São Paulo
13/09/2007
Incoerente
é a projeção do fervor cívico sobre decisões dos
habitantes do pântano a respeito de si mesmos
TODA
INDIGNAÇÃO com a vitória dada a Renan Calheiros pode
justificar-se como sentimento pessoal, mas a coerência
com o país em que vivemos não está ao lado dessa reação.
Está com os 40 votos favoráveis e as 6 abstenções não
menos favoráveis à permanência do acusado, e autor de
declaradas fraudes de defesa, como presidente do
Congresso Nacional.
O Senado, contra apenas 35 dos seus 81 integrantes,
decidiu que Renan Calheiros deve continuar com seu
mandato e seu alto posto institucional no país em que a
base parlamentar do governo e as votações no Congresso
são montadas por corrupção política desabrida: as
compras e vendas por meio de dinheiro público,
manipulado nas verbas orçamentárias pelo governo, e de
cargos na administração.
É o país em que o corpo ministerial se compõe como
resultado de barganhas, políticas e materiais, que não
se impedem nem sequer por participações em escândalos de
corrupção e bandalheiras em geral, devidamente
constatadas em passados escândalos investigados pelo
próprio Congresso.
Não é preciso ir mais longe. Seria preciso lembrar o
processo eleitoral brasileiro, feito a poder de dinheiro
e de falsas prestações de contas? Ou os esquemas de
corrupção financeira de partidos e de parlamentares,
controlados pela cúpula política do governo e com
presença constada dentro da Presidência da República?
Não é preciso lembrar o que todos sabem, e reavivam sem
descanso na sucessão de escândalos.
Se tal situação se mantém e cresce sem cessar, a
incoerência não está em que uma de suas principais
fontes consiga manter, não importa o nível de desafio e
cinismo para isso necessários, o ambiente e os meios
dominantes. Incoerente com o estado do país é a projeção
do fervor cívico e de esperanças -estimulados por um
fato apenas ocasional como as sessões do Supremo no caso
mensalão- sobre decisões dos habitantes do pântano a
respeito de si mesmos.
Não foi outro o motivo que levou o partido do governo a
ser o fator decisivo para a permanência de Renan
Calheiros, insisto, não só na presidência do Senado, mas
como presidente do Congresso Nacional - um dos três mais
elevados e equivalentes cumes institucionais do país.
Desde a primeira sessão do Conselho de Ética, a senadora
Ideli Salvatti pregava, mais do que a rejeição da
denúncia contra Calheiros, que fosse rejeição por
unanimidade. E, para saber a posição de Lula a respeito
de assunto parlamentar, é só observar a de Ideli
Salvatti, ontem autora de inflamada defesa de Renan
Calheiros.
Os 40 votos contra a cassação e as 6 abstenções de igual
propósito e efeito foram, não há dúvida, conscientes
como atos pessoais e coerentes como atos políticos:
Renan Calheiros é o homem certo no lu- gar certo.
A MAIOR DERROTA DA IMPRENSA Paulo
Henrique Amorim
Em
nenhuma democracia séria do mundo,
jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e
até sensacionalistas, e uma única rede de televisão
têm a importância que têm no Brasil.
Máximas e Mínimas
. A absolvição
de Renan Calheiros é a maior derrota da imprensa
brasileira depois da reeleição do Presidente Lula.
. A Veja, a
Globo, o Estadão, a Folha e O Globo e seus inúmeros e
inúteis colunistas jogaram todas as fichas na cassação.
. Como
ensina o professor Wanderley Guilherme dos Santos, a
imprensa brasileira se transformou num partido político.
. E jogou
tudo contra um político da base de apoio ao Presidente
Lula.
. Renan
Calheiros cometeu todos os crimes que 99,9% dos
políticos brasileiros cometem.
. Renan
Calheiros provavelmente pagou a mulher com quem teve uma
filha fora do casamento numa operação idêntica à de
outro ex-senador de partido da oposição.
. Sobre a
operação do ex-senador, a mídia conservadora (e golpista
!) se cala até hoje.
A mídia
conservadora (e golpista !) foi atrás de Calheiros
também porque ele é nordestino.
. E a elite
branca (e no caso da elite de São Paulo, também
separatista) não gosta de ninguém da base aliada do
Presidente Lula e muito menos se for nordestino.
. Imagine
se Renan Calheiros fosse do Piauí...
Renan
Calheiros não é um santo.
. Mas, o
Senado mostrou que a mídia conservadora (e golpista !)
pode enfiar a faca no pescoço do Supremo, mas não enfia
a faca no pescoço do Senado.
. (E de que
adiantou o Supremo deixar os deputados assistirem à
sessão ? Nada.)
Se a
mídia conservadora (e golpista !) tivesse o poder de
enfiar a faca no pescoço do Senado, quantas cabeças
ficariam em cima do pescoço ?
. A mídia
conservadora (e golpista !) agora vai dizer que Renan
Calheiros não tem condições de presidir o Senado.
. É porque
para a mídia conservadora (e golpista !) só valem os 35
votos a favor da condenação.
. O Procon
tem a obrigação de interpelar a Veja, a Globo, O Globo,
a Folha e o Estadão, que transformaram durante um mês e
meio Renan
Calheiros num cadáver e enganaram seus consumidores.