Caderno de Saúde                                                               

FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA NA
DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA

  JOEL  B. SIQUEIRA *

Resumo

Este artigo tem como objetivo pesquisar quais exercícios respiratórios são utilizados no tratamento do DPOC, e tem como objetivos específicos definir DPOC, saber quais sinais e sintomas, diagnóstico e tratamento clinico e identificar sua fisiopatologia. A Fisioterapia Pneumofuncional tem o objetivo de tratar de todos os distúrbios do sistema respiratório como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), dividida em bronquite crônica e enfisema. Muitas pessoas apresentam a DPOC, esse número tem aumentado entre os fumantes, por isso da importância da pesquisa bem como fonte de informação para agentes de saúde em geral. Na brônquite crônica o paciente apresenta um aumento crônico ou recidivante, acima do normal do volume de secreções e  no enfisema é quando há uma dilatação dos espaços aéreos distais aos bronquíolos terminais, com destruição das paredes dessas vias aéreas. A fisioterapia respiratória tem por objetivos; facilitar a remoção de secreções, aliviar o broncoespasmo, melhorar o padrão respiratório, postura, mobilizar o tórax a cintura escapular entre outros.         

Palavras-chaves: DPOC – Enfisema – Bronquite crônica – exercícios respiratórios


Introdução

A Fisioterapia Pneumofuncional tem o objetivo de tratar de todos os distúrbios do sistema respiratório como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) que reúne duas entidades, a Bronquite Crônica (B.C.) e o Enfisema Pulmonar (E.P.) como também as doenças de pequenas vias aéreas. A sua característica fisiopatológica comum é a de evoluírem para uma limitação dos débitos expiratórios, persistente e de tendência progressiva.

A hiperreatividade brônquica poderá estar presente e, por um período variável após o diagnóstico, poderá observar-se reversibilidade parcial da obstrução ventilatória. O tabagismo é o fator de risco que isolado, ou associado a outros, domina a etiologia da DPOC. Assim, a tendência epidemiológica da DPOC segue a prevalência dos hábitos tabágicos na população.

 A DPOC, caracteriza-se pela diminuição do fluxo expiratório, espelhada pela queda do VEF1 (volume expiratório forçado no 1º segundo), na prova de função pulmonar. 

A intervenção fisioterapêutica é realizada através dos exercícios respiratórios que visem a melhora do paciente como um todo, o tratamento dado deve prioriza o estágio da doença e à saúde geral do paciente prevenindo maiores complicações no trato respiratório. Sendo assim, o artigo vem trazendo informações sobre as condutas que a fisioterapia respiratória pode utilizar no DPOC, informando todos os profissionais da área, agentes de saúde em geral e pacientes portadores de DPOC.

 

1 . Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
            Segundo OMS (2005)  a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) surge em doentes com bronquite crônica e enfisema e caracteriza-se por obstrução persistente das vias aéreas e diminuição dos débitos expiratórios. Na maioria das vezes a obstrução é progressiva, embora possa ser parcialmente reversível ou acompanhada de hiperreatividade brônquica.

A bronquite crônica é diagnosticada pela clínica e define-se pela presença de tosse produtiva em pelo menos três meses em dois anos consecutivos.

Enfisema define-se como o alargamento dos espaços aéreos distais aos bronquíolos terminais por destruição das suas paredes, não substituída por fibrose. A configuração ordenada do ácino e dos seus componentes encontra-se alterada ou pode ter-se perdido completamente.

De acordo com Filho (2000) a European Respiratory Society diz que a incidência, morbilidade e mortalidade por DPOC estão aumentando, mas variam largamente entre países. A imprecisão relativamente à classificação desta entidade pelos clínicos é grande, sobretudo se usar a Classificação Internacional de Doenças, Lesões e Causas de Morte da Organização Mundial de Saúde (2005), e cuja codificação permite a inclusão de mortes por asma nas taxas de mortalidade por DPOC.

No Brasil, tem-se registado um declínio progressivo da mortalidade por DPOC, que em 1980 era de 25,26/100 000 habitantes e em 1995 de 11/100 000 habitantes. A morbilidade por DPOC é maior no sexo masculino e em idades avançadas, mas não existem dados dignos de credibilidade. Há dados que apontam para uma subvalorização da doença, que poderá ser diagnosticada em apenas 25% dos casos.

Segundo Ruiz (1999) um considerável número de fatores genéticos, constitucionais, comportamentais, sociodemográficos e ambientais foram associados a um aumento do risco de desenvolvimento e progressão da DPOC. São eles:

·         tabagismo: Fator de risco isolado de maior importância (condiciona 80 a 90% de risco de desenvolvimento de DPOC) e mais susceptível de prevenção. A idade de início, o número de unidades maço ano e a manutenção do hábito são preditivos da mortalidade, cujas taxas são mais elevadas nos bronquíticos crônicos e enfisematosos relativamente aos não-fumadores.

·         Sexo, idade e raça: A doença é mais prevalente no sexo masculino (mesmo com a correção em função dos hábitos tabáquicos) e em idades avançadas. A mortalidade por DPOC parece ser mais elevada na raça caucasiana.

·         Hiperreatividade brônquica: A presença de hiperreatividade brônquica pode fazer prever um declínio funcional acelerado no fumador, mas o seu papel como fator de risco é controverso, dado que poderá resultar da inflamação das vias aéreas que acompanha a obstrução crônica induzida pelo hábito tabáquico.

·         Exposição ambiental: A poluição urbana, bem como a poluição doméstica resultante de sistemas de aquecimento ou para confecção culinária a partir de combustíveis sólidos, sem que haja ventilação adequada.

·         Exposição ocupacional: Aumenta a prevalência de obstrução crônica das vias aéreas, provoca taxas de declínio do volume expiratório máximo no 1º segundo (VEMS) mais elevadas e aumenta a mortalidade por DPOC. O risco aumenta se houver exposição combinada ao fumo de tabaco, sendo este, contudo, mais importante.

·         Fatores socioeconômicos: Indivíduos provenientes de estratos sociais mais baixos têm maior risco de desenvolver DPOC.

·         Infecções respiratórias: Poderão ter papel mais relevante em países menos desenvolvidos ou com cobertura deficiente de cuidados de saúde primários, particularmente nos primeiros anos de vida. 

·         Deficiência de alfa-1-antitripsina: A deficiência severa de 1-antitripsina relaciona-se com o aparecimento prematuro de enfisema, muitas vezes acompanhado de bronquite crônica ou bronquiectasias. É a única alteração genética conhecida que condiciona o aparecimento de DPOC, é mais freqüente nos caucasianos e os seus efeitos são acelerados pelo fumo de tabaco.

·         Outros fatores: estão aqui incluídos alguns de ordem ambiental (hábitos etílicos pesados, deficiência de vitamina C na dieta) e outros relativos ao hospedeiro, nomeadamente baixo peso neonatal, atopia, história familiar, défice de secreção de IgA, Grupo sangüíneo A.

Para Porto (2000) a anatomia patológica da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica inclui alterações das grandes vias aéreas, das pequenas vias aéreas e do parênquima pulmonar, bem como as resultantes da repercussão circulatória da doença.

As grandes vias aéreas (centrais) são o local de origem da hipersecreção de muco bioquimicamente alterado. Há aumento das glândulas mucosas e hiperplasia de células caliciformes, inflamação das paredes com infiltração da mucosa por células mononucleares e eosinófilos, metaplasia escamosa focal, hipertrofia muscular e, nos estadios avançados, atrofia da cartilagem. 

Nas vias aéreas periféricas de diâmetro inferior a 2-3 mm, pequenos brônquios e bronquíolos designados de pequenas vias aéreas, verifica-se um processo inflamatório mononuclear, metaplasia de células caliciformes, rolhos de muco, aumento de músculo liso parietal, fibrose, distorsão e estreitamento do lume e perda das ligações de tração alveolo-bronquiolares. No parênquima pulmonar a alteração fundamental é o enfisema, aumento destrutivo e permanente dos espaços aéreos distais aos bronquíolos terminais.

Definem-se fundamentalmente três padrões anatômicos: a) o enfisema panlobular ou panacinar que abrange uniformemente todo o lóbulo, sobretudo da metade inferior dos pulmões e é típico dos homozigóticos da deficiência de l-antitripsina; b) o enfisema centroacinar ou centrolobular que começa no bronquíolo respiratório, estende-se perifericamente aos ductos alveolares e alvéolos contíguos poupando os circunstantes, atinge predominantemente a metade superior dos pulmões e está associado ao tabagismo; c) e o enfisema parasseptal que afeta as áreas adjacentes ao tecido conjuntivo dos septos e da pleura, é responsável pela formação de bolhas, deixando habitualmente preservado o fluxo aéreo.

Nos estadios avançados observam-se alterações da circulação pulmonar consistindo no aparecimento de músculo liso parietal em vasos de pequeno calibre e perda de leito vascular por enfisema, e alterações do coração direito com aumento das suas cavidades por dilatação e/ou hipertrofia. Nalguns casos verifica-se atrofia do diafragma.

Para Delisa e Gans (2002) na DPOC na fisiopatolgia ocorrem dois fenômenos distintos: a hipersecreção crônica de muco e a obstrução progressiva das vias aéreas. A primeira tem origem nas grandes vias aéreas, é responsável pelo quadro clínico de bronquite crônica de tosse e expectoração, e pode ser reversível.

A obstrução brônquica progressiva tem a sua base estrutural fundamentalmente nas alterações das pequenas vias aéreas e do parênquima pulmonar ( enfisema ), conduz à dispnéia de esforço e à incapacidade funcional, e não é completamente reversível. Os doentes apresentam combinações destes dois fenômenos em proporções variáveis, existindo, nos extremos, indivíduos com franco predomínio de um deles.

Sendo a doença definida por parâmetros funcionais, nomeadamente pela espirometria (VEMS), existem doentes com bronquite crônica, e mesmo doentes com enfisema, que não têm DPOC.  A limitação ao débito aéreo deve-se não só ao estreitamente intrínseco das vias aéreas, como também à perda de forças de tração radial peri-bronquiolar e à diminuição da retração elástica do parênquima.

Para além das alterações estruturais a broncoconstrição desempenha seguramente um papel na limitação ao débito aéreo uma vez que um certo grau de reversibilidade pode verificar-se nalguns casos. A evolução da doença acompanha-se da diminuição do VEMS e da capacidade vital. A resistência das vias aéreas e as alterações da relação ventilação-perfusão (V/Q) vão progressivamente aumentando. O desenvolvimento de enfisema acompanha-se de diminuição da retração elástica e da DLCO/KCO, e de aumento da capacidade pulmonar total e da complacência  estática.

Com o agravamento da obstrução e da perda de retração elástica do pulmão, o volume residual aumenta; a limitação do fluxo expiratório durante o volume corrente leva ao aumento da capacidade residual funcional, inicialmente no esforço e, posteriormente, mesmo em repouso.

A expiração torna-se mais lenta impedindo que o esvaziamento pulmonar esteja completo quando se inicia a inspiração. Isto leva a um aumento de pressão adicional que é exigida aos músculos respiratórios para desencadear a inspiração e vencer a pressão de retração elástica que está aumentada devido ao maior volume pulmonar. A insuflação faz baixar e aplanar o diafragma colocando-o numa posição desfavorável para gerar forças; à medida que diminui a sua eficiência na ventilação, dá-se o recrutamento de músculos acessórios.

Todos estes fenômenos contribuem para explicar o aumento da dispnéia com o exercício na DPOC. Do mesmo modo, nas agudizações acentuam-se as alterações da mecânica ventilatória, o padrão respiratório altera-se diminuindo o volume corrente e aumentando a freqüência respiratória e os músculos respiratórios aproximam-se do limiar de fadiga.

A obstrução das vias aéreas periféricas não é uniforme, o que leva a uma distribuição desigual da ventilação e da perfusão, que se verifica desde os estadios iniciais da doença. Estas alterações da relação V/Q são a principal causa da perturbação das trocas gasosas, vindo a originar hipoxemia e mais tardiamente hipercapnia, em relação com hipoventilação global e associada freqüentemente a defeito da função muscular respiratória. As anomalias dos gases do sangue podem agravar-se nas agudizações e também durante o sono e o exercício.

Segundo Scot e Stephen (1994) os sinais e sintomas da bronquite crônica manifesta-se por tosse freqüente e produção aumentada de expectoração. Esta tosse é crônica quando ocorre pelo menos em 3 meses do ano, durante 2 anos consecutivos. E  enfisema é a dilatação anormal e permanente dos alvéolos pulmonares, com perda de elasticidade, causada pela destruição das suas paredes. Um sintoma é a falta de ar.

Os exames que podem ser feitos para detectar o DPOC são:

·         Espirometria: recomendado para fumantes, pessoas com sintomas respiratórios persistentes ou recorrentes e nas que têm antecedentes familiares de doença pulmonar ou exposição profissional a irritantes respiratórios.

·         Provas de broncodilatação: a demonstração de reversibilidade afeta o prognóstico e pode influir na abordagem terapêutica

·         Testes das pequenas vias aéreas: Débitos a baixos volumes pulmonares -  FEF25-75%.

·         Medições das Resistências: Por pletismografia corporal, mede-se a resistência das vias aéreas, por oscilações forçadas, mede-se a resistência respiratória.

·         Volumes pulmonares: demonstra o VR, o CRF e o CPT importante na demonstração da existência de insuflação. 

·         Complacência pulmonar: pode estar aumentada no enfisema. Não oferece nenhuma vantagem clínica para diagnóstico e prognóstico.

·         Teste de Difusão: Importante na caracterização do enfisema onde está diminuída. A sua realização está indicada nos estadios moderados a graves.

·         Função muscular respiratória: medição das pressões respiratórias máximas (PI máx e PE máx) importante na avaliação da repercussão do aumento da carga imposta aos músculos respiratórios, bem como a caracterização da hipercapnia. 

·         Gasometria arterial: defini a insuficiência respiratória. Recomendado na obstrução moderada e grave e estabelecer oxigenioterapia de longo termo.

·         Oximetria de pulso: útil como alternativa em avaliações intermédias.

·         Prova de exercício cardiorespiratória: investiga a dispnéia, fatores limitantes do exercício e avaliação de incapacidade. 

·         Prova de Marcha: Permite testar a capacidade funcional global e de tolerância ao exercício.

·         Hemograma: revela policitemia compensadora da hipoxemia crônica; a eosinofilia como fator alérgico; leucocitose nos episódios de agudização infecciosa.

·         Doseamento de alfa-1-antítrípsina: indicado na presença de enfisema de predomínio nos campos inferiores ou de bronquite crônica.

·         Exame bacteriológico da expectoração: Tem um valor relativo na avaliação de rotina pela existência da colonização não-patogênica e pela constância dos germens patogênicos incrimináveis.

·         Rx do tórax: Não é sensível para o diagnóstico. Tem interesse para detectar complicações ou cancro do pulmão associado. São sinais radiológicos de enfisema/insuflação a hipertransparência, o apagamento vascular, a retilinização do diafragma e o aumento do espaço retroesternal. 

·         TAC Pulmonar: É sensível na quantificação do enfisema, de alta resolução na correlação com a função pulmonar. É recomendada na avaliação de bolhas.

·         eletrocardiografia é o método mais simples para detectar hipertrofia ventricular direita, mas carece de sensibilidade e de especificidade.

·          Ecocardiografia Doppler avalia a hipertensão da artéria pulmonar por métodos não invasivos,  mas existem dificuldades técnicas de interpretação em alguns doentes.

·         A determinação direta da pressão da artéria pulmonar por cateterismo direito constitui o único método fiável de medida das pressões vasculares pulmonares e à presença de hipoxemia, a sua realização não é recomendada como método de rotina.

Para Stedman (2000) o tratamento clinico pode ser feito através:

·         Broncodilatadores: Tanto os 2-agonistas como o brometo de ipatrópio, único anticolinérgico disponível para aplicação por via inalatória, são medicamentos eficazes como broncodilatador.

·         Anti-inflamatórios: refere-se aos corticosteróides, apresentam um potencial de benefício que, sob a forma de administração oral, pode envolver entre 10% e 30 % dos doentes com DPOC. 

·         Mucolíticos/mucoreguladores: A acetilcisteína e o ambroxol são dois exemplos em que a primeira, atuando por mecanismos antioxidativos, parece poder associar-se a uma redução significativa da freqüência de agudizações.

·         Vacinas antigripais, anti-pneumocócicas , imunoestimulação inespecífica: O interesse da vacinação anti-gripal radica na evidência de benefícios profiláticos de morbilidade e de mortalidade nos doentes com DPOC. 

·         Medicamentos de ação sobre o aparelho cárdio-vascular: O estabelecimento de cor pulmonale pode beneficiar como diuréticos, vasodilatadores periféricos, inibidores do enzima de conversão da angiotensina , etc .

·         o transplante do pulmão: iniciado por Hardy em 1963, assistindo-se desde então a uma significativa evolução técnica e científica. Sobrevida: média é de 50% .

 

2. Fisioterapia respiratória 
Segundo  Kisner e Colby (1998) a fisioterapia respiratória é uma área muito ampla da prática profissional que lida  com a avaliação e tratamento de pacientes de todas as idades com distúrbios pulmonares agudos ou crônicos. Tem como objetivo prevenir o cúmulo de secreções que interfiram na respiração, melhorar a limpeza e a ventilação das vias aéreas  através da mobilização e drenagem de secreções, melhorar a resistência a fadiga e tolerância  a exercícios gerais, prevenir ou corrigir deformidades posturais associadas com distúrbios respiratórios, promover o relaxamento, manter e melhorar a mobilidade torácica e a efetividade da tosse.

Para Thomson e colaboradores (1994) as condutas são as seguintes:

·         remoção das secreções: a) com a utilização da drenagem postural que deve ser de acordo com cada indivíduo b) utilização dos exercícios respiratórios  que pode ser associado enquanto o paciente estiver na posição de drenagem postural, durante 20 minutos duas vezes por dia c) vibração dos segmentos pulmonares para soltar as secreções d) inalação antes da drenagem postural d) tosse e) respiração com pressão positiva intermitente com baixa pressão desde que haja presença de bolhas.

·         Ensinar o padrão respiratório: a) relaxamento da cintura b) exercícios de expansão dos segmentos basais do pulmão c) exercícios de mobilidade torácica como sentar inclinado, virar o tronco de lado a lado d) controle respiratório associados a deambulação e) ensinar a respiração diafragmática f) encurta a fase expiratória e inspirar antes que as vias aéreas fechem g) expansão costo látero-inferior e basal posterior para mobilidade torácica e o movimento coordenado do toráx. 

Conclusão

O principal objetivo no combate à DPOC é o da generalização da prevenção primária, reduzindo o número de pessoas que iniciam o consumo de tabaco pois esse é o principal motivo da doença. Isso pode ser alcançado através de campanhas de esclarecimento junto a população.

Uma vez instalada a doença, os objetivos da terapêutica podem ser definidos: promover a melhoria de sintomas; prevenir e tratar as exacerbações recorrentes; reduzir ao máximo o declínio funcional a curto e a longo prazo; melhorar a perfomace para as atividades da vida diária e a qualidade de vida; impedir ou minimizar os efeitos adversos da terapêutica.

O aumento da sobrevida e a redução da mortalidade são metas desejáveis que, estando relacionadas com uma estratégia global de combate à doença, dependem sobretudo da interrupção do tabagismo, da minimização da obstrução brônquica e da correção da hipoxemia crônica.

A fisioterapia pulmonar constitui componente de grande valor no tratamento da DPOC, o plano fisioterapêutico visa oferecer melhor comportamento funcional do paciente. A fisioterapia vai melhorar a sobrevida do paciente de DPOC, com ajuda de uma equipe multidiciplinar as complicações do paciente serão ainda menores.  

 

Referências Bibliográficas:  
DELISA, Joel; GANS, Bruce. Tratado de medicina e reabilitação: Princípios e prática.  3ª ed. 2º vol. São Paulo: Manole, 2002. 

 FILHO. José. DPOC: enfisema e brônquite. Disponível em: www. wgate.com.br/fisioweb. 2000. Acessado em junho de 2005.  

 KISNER, Carolyn; COLBY, Lynn. Exercícios terapêuticos: Fundamentos e técnicas. São Paulo: Manole,1998.

OMS - Organização Mundial de Saúde 2002. Saúde. Disponível em: www. oms.org.br acesso em fevereiro de 2005.  

PORTO, Celmo. Exame Clínico: bases para a prática médica. Rio de Janeiro: Guanabara, 2000.

RUIZ, Milton. DPOC. Disponível em: www. psfmonteverde. hpg.ig.com.br/dpoc. html.1999. acessado em junho de 2005. 

STEDMAN. Dicionário Médico. 25 edição. Rio de Janeiro: Guanabara, 200

SCOT, Irwin; STEPHEN Tecklin. Fisioterapia cardiopulmonar. São Paulo: Manole, 1994.

THOMSON, Ann; SKINNER, Alison; PIERCY, Alison. Fisioterapia da tidy. São Paulo: Santos, 1994


Joel Bentes de Siqueira
Formação: Fisioterapeuta
Especialista em: Fisioterapia Pneumofuncional e Cardiovascular
Nasceu: Óbidos
Mora: Manaus

 

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