Quando o verão se aproxima há o convite da natureza para que estejamos mais
próximos a ela, e isso inclui estar em espaços amplos e ensolarados.
Uma pequena quantidade de sol é necessária para nosso organismo produzir
a vitamina D. A quantidade diária de sol necessária para isto é menor do
que aquela que produz o bronzeado.
Neste
período do ano, é necessário estar mais atento para os cuidados que
devemos ter para a proteção da pele e dos olhos quanto aos efeitos
prejudiciais do sol.
A proteção se inicia com evitar a exposição à luz solar nas horas em que
o sol é mais intenso, entre as 10 e as 16 horas, usar chapéu, óculos
escuros e camiseta de manga curta (T-shirt).
Ao escolher um filtro solar, lembre-se de que ele deve ter o fator
de proteção solar 15, pelo menos. É interessante usar filtro solar "oil
free" ou em gel creme para evitar a possibilidade de que o filtro
provoque acne, principalmente nas pessoas que apresentam pele oleosa.
Algumas substâncias contidas nos filtros solares, como o PABA,
avoben-zona e cinamatos podem causar reações alérgicas em alguns
indivíduos. Filtros solares chamados "físicos" contêm óxido de zinco e
dióxido de titânio. Não há reações alérgicas conhecidas aos filtros
físicos, portanto são os mais indicados para pessoas de pele mais
sensível, e para as crianças.
A maneira correta de se usar o filtro solar é aplicando-o cerca de
20 minutos antes da exposição solar, em quantidade generosa, em todas as
áreas da pele expostas à luz solar, lembrando-se de aplicar também nas
orelhas e nos lábios (para esta área existem os filtros solares
labiais). Só não deve ser usado nas pálpebras pois podem provocar
irritação ocular. Devem ser reaplicados a cada duas horas ou após o
mergulho e após ter transpirado muito, mesmo que sejam resistentes à
água.
Os raios solares são invisíveis. Por isso, os filtros solares devem
ser usados mesmo nos dias nublados.
Quanto às crianças, é preciso ter o cuidado de não permitir às
menores de seis meses de idade a exposição solar direta e devem ter sua
pele protegida com roupas adequadas. A aplicação dos filtros solares
começa aos 6 meses de idade. Crianças maiores de 06 meses não devem ser
expostas por tempo prolongado, e esta exposição deve ser planejada para
que aconteça antes das 10 e depois das 16 horas. Daí a importância de
playgrounds cobertos ou ricos em sombra de árvores. Colocar chapéu na
criança e camiseta após nadar, ou mesmo nadar com a camiseta. Óculos que
bloqueiem os raios ultravioleta protegem olhos e pálpebras.
Evitar o uso de filtros solares associados a repelentes de insetos.
A maioria contém DEET, que degrada os filtros solares. Além disso os
filtros solares devem ser reaplicados com freqüência, e o DEET não.
Podem deixar a criança vulnerável à toxicidade pelo DEET e aos danos
solares.
A substância dietiltoluamina (DEET) é um repelente de insetos
segu-ro em crianças se usado em concentrações menores do que 10% e se as
aplicações freqüentes forem evitadas. Não de-vem ser usados sobre
feridas da pele, nem próximo a mucosas, como olhos e boca, e devem ser
evitados nas crianças menores de cinco anos, pelo risco de serem levados
à boca, e nos indivíduos com propensão a alergias respiratórias, pois
seu cheiro pode desencadear uma crise. Como todo medicamento, devem ser
mantidos longe do alcance de crianças, pois são tóxicos se ingeridos. Já
existe fora do Brasil um repelente de insetos que contém uma substância
chamada bayrepel, que promete ser mais segura ainda do que o DEET. Em
tempos de dengue a proteção das janelas com telas também pode
representar uma boa ajuda.
ALERGIAS SOLARES
Algumas pessoas desenvolvem alergias ao sol. Essas reações podem
ocorrer após períodos curtos de exposição solar. Manchas avermelhadas,
bolhas, urticária podem aparecer nas áreas expostas. Cosméticos,
perfumes, medicamentos podem provocar alergias solares em alguns
indivíduos.
Antes de pensar em expor-se ao sol, é preciso ter certeza de que
medicamentos que esteja tomando ou aplicando na pele não provoquem uma
reação alérgica quando você se expuser ao sol. É sempre oportuno
perguntar ao seu médico sobre essa possibilidade, e evitar a exposição
solar se estiver usando algum destes medicamentos. Alguns medica-mentos
usados por via oral, como diclofenaco potássico, diclofenaco sódico,
prometazina, sulfas, tetraciclinas, antidiabéticos, cloroquina,
amiodarona podem causar o problema. Quanto aos de uso tópico, evite usar
cremes que contenham prometazina ou difenidramina tópica, que são muito
freqüente nas pomadas usadas para tratar picadas de insetos.
O contato com algumas substâncias presentes nas plantas e a
posterior exposição solar também podem causar esta reação alérgica.
Entre elas temos: sumo da casca do limão ou do figo, tangerina, lima,
aipo, angélica, coentro, ce-noura, nabo, erva-doce, salsa. Perfumes
também podem causar este tipo de reação.
O
RISCO DE CÂNCER DE PELE
Queimaduras solares severas podem se relacionar com o
desenvolvimento, muitos anos depois, do mais agressivo tipo de câncer de
pele, chamado melanoma. Os melanomas podem se desenvolver em qualquer
idade, inclusive nos adolescentes e adultos jovens. Podem se espalhar
para outras partes do corpo e são potencialmente letais. Recentemente
foi descoberto que o melanoma também pode estar relacionado à exposição
solar diária, e não somente àquele sol forte tomado durante todo um fim
de semana.
BRONZEAMENTO ARTIFICIAL
O bronzeamento artificial é tão prejudicial para a pele quanto a
luz solar. As lâmpadas usadas são de ultravioleta A. Estudos têm
mostrado que os raios UVA penetram profundamente na pele e contribuem
para o envelhecimento precoce e para o câncer de pele. O bronzeamento
artificial é contra-indicado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e
pela Academia Americana de Dermatologia.
A
IMPORTÂNCIA DO EXAME DERMATOLÓGICO
O exame dermatológico anual pro-picia uma oportunidade para sua
pele ser avaliada quanto aos danos solares já existentes e seu
tratamento, bem como para receber orientações sobre como proteger sua
pele ao longo da vida. |