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Artigo Informativo
( Artigo sobre as doenças renais do amazonas.)
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Todo o conhecimento deve ser partilhado de forma a contribuir para o beneficio de uma população, trazendo deste modo orientações básica para um comportamento e uma maneira de viver bem. Como contribuição para os meus conterrâneos da Cidade de Óbidos e demais visitantes desta pagina , o tema a ser abordado é relacionado a Insuficiência Renal Crônica e a Terapia Renal Substitutiva no Amazonas, será três assuntos, na seqüência:
1. Insuficiência Renal Crônica e a Terapia Renal substitutiva no Amazonas – Hemodiálise.
2. Diálise Peritoneal.
3. Transplante Renal.
Neste primeiro artigo será abordado sucintamente a anatomia , fisiologia e as principais doenças renais e a Terapia Renal Substitutiva ( Hemodiálise), de forma a dar informações básicas ao leitor , as duvida que possam surgir poderá ser enviada para vinhote@vivax.com.br . O presente artigo é com a finalidade de dar informações aos leitores desta paginas, aos indivíduos com alterações renais que realizam Terapia Renal Substitutiva em Manaus, ou que venham em busca de tratamento das doenças renais em Manaus e será abordado de um forma técnica e cientifica de modo a facilitar a compreensão do texto.
E para falar do assunto é necessário conhecer basicamente a Fisiologia do Rim e a sua importância para o bom funcionamento de organismo.
Os rins participam, no corpo, de múltiplas funções:
a) Como órgão escretor, asseguram que as substancias, presentes em excesso ou que sejam nocivas, sejam excretadas na urina, em quantidades adequadas.
b) Como órgão regulador os rins mantém constantes os volumes e composição dos líquidos orgânicos, ao regular a excreção de soluto e de água.
c) Como órgão endócrino, os rins sintetizam e secretam três hormônios: renina, eritropoetina e 1,25-Diidroxicolecalciferol ( Vit D3 ).
1. A unidade funcional do rim é o néfron, cada rim contém, aproximadamente, um milhão de néfrons.
2. Um néfron é formado por um glomérulo e seu túbulo renal.
3. O glomérulo é uma rede de capilar glomerular.
4. Os capilares glomerulares são revestidos pela cápsula de Bowman.
5. O sangue é ultrafiltrado, pelas paredes dos capilares glomerulares, para o espaço de Bowman.
6. Os rins recebem cerca de 25 % do débito cardíaco, que fica entre os mais altos fluxos regionais de todos os sistemas de órgãos.
7. Em pessoas cujo débito cardíaco é de 5 litros / min, o fluxo sangüíneo renal é de 1,25 litros / min, ou 1.800 litros / dia.
8. O Rim de um adulto mede 11 a 13 cm de comprimento, cinco a 5,7 cm de largura, 2,5 a três cm de espessura, pesando entre 125 a 170 g, no homem, 115 a 155 g, na mulher.
9. Recém-nascido varia de 13 a 144 g. Com o envelhecimento há uma diminuição do peso.
Através de exames de imagens – Ultra-sonografias – os parâmetros importantes a ser avaliada relacionado as alterações renais crônica são dos itens 8 e 9.
Na figuras a cima, pode observar as estruturas Renais e o Sistema Urinário. Para se entender o funcionamento dos rins, façamos uma analogia; com uma esponja imersa em uma bacia com água, é fácil de observar que a esponja ficara sempre cheia de água, isso chama de boa perfusão, ou seja, a esponja esta bem perfundida com água, assim acontece com os rins eles precisam esta bem perfundidos com sangue para que ele funcione bem isso é verificado através da pressão arterial normal , em caso de queda de pressão ( hipotensão) os rins ficam hipoperfundidos, podendo causar Insuficiência Renal Aguda ou Crônica. O organismo humano é formado por uma solução chamada hidroeletrolitica; significa que é formado por duas partes : Solvente que é a água e Soluto que são os elementos químicos, vejamos como é isso:
Falando sobre Solvente?
Líquidos Corporais
A água é o meio ambiente interno e representa porcentagem bastante alta do peso corporal, representa de 50- 70% do peso corporal, com valor médio de 60%. A porcentagem da água corporal total(ACT) , dependendo do gênero e da quantidade de tecido adiposo no corpo. O conteúdo da água do corpo se correlaciona, inversamente, com o conteúdo de gordura. As mulheres apresentam menor porcentagem de água do que o homem (tem maior porcentagem de tecido adiposo). Por essas razoes, os homens magros têm a maior porcentagem de seu peso corporal como água, enquanto que as mulheres obesas têm a porcentagem mais baixa.
A água corporal total esta distribuída entre dois compartimentos principais; os líquidos intracelulares (LIC (e Extracelulares (LEC) . Aproximadamente, dois terços da água corporal total está no LIC e o terço restante esta no LEC. Quando expresso como porcentagem do peso corporal, 40% do peso corporal correspondem ao LIC de 20 % no, LEC. Observe a figura para uma melhor compreensão.
LIC
O liquido intracelular corresponde à água no interior das células, na qual todos os solutos estão dissolvidos. Os principais cátions são o potássio ( K+ ) e o Magnésio ( Mg + ) , e os principais ânions são proteínas e Fosfatos orgânicos , como o trifosfato de adenosina ( ATP ) , difosfato de adenosina ( ADP ) e o monofosfato de adenosina ( AMP ) .
LEC
É a que banha as células, corresponde a 20% do peso corporal total, se distribui entre os subcompartimentos: plasma e liquido intersticial. O plasma é o liquido que circula pelos vasos sanguíneos, enquanto o liquido instesticial fica entre as células. O principal cátion é o sódio ( Na+ ) e os principais ânios são o Cloreto ( Cl- ) e o Bicarbonato ( HCO-3 ).
Observe que neste tópico falamos de coisas básicas, cátions e anions que são fundamentais no tratamento de Terapia Renal Substitutiva, começamos a entender que o nosso organismo é realmente uma solução , que é a composição desta solução é controlada pelos rins, podemos então falar de solutos, já que passamos a ter um idéia sobre o solvente. Falamos então dos principais solutos de importância nas doenças renais.
E agora do Soluto?
Principais Eletrólitos
1.Sódio
2. Potássio
Valar Plasmático : 3,5 a 5 mEq / L
3. Cálcio
1. Filtração: Qualquer Ca2+ fixado às proteínas plásticas, não pode ser filtrado, pelos capilares glomerulares, apenas 60% são ultrafiltraveis .
2. Túbulo Proximal: O Ca2+ torna paralela à reabsorção no túbulo proximal, visto que 67% da carga filtrada são reabsorvidos. A reabsorção do Ca2+ é fortemente acoplada à reabsorção de Na+, no túbulo proximal.
3. Ramo Ascendente Grosso da alça de Henle : 25% da carga filtrada de Ca2+ são reabsorvida.
4. Túbulo Distal : reabsorve 8% da carga filtrada.
5. 1-2% do peso corporal
a. 99% localizados nos ossos
b. 1% no compartimento extra e Intracelular.
6. Concentração no plasma: 8,5 a 10,5 mg/dl
7. 40% -> forma não-filtravél ligados a proteínas plasmáticas(Albumina, Globulina)
8. 10% complexado com fosfato, bicarbonato, lactado e citrato.
9. 50% Livre- Cálcio iônico -> Fisiologicamente ativa.
4. Fósforo
a) 85% no esqueleto na matriz óssea
b) 14% no intravascular
c) 1% no plasma
Falou-se resumidamente de Solvente e Soluto, agora vejamos com são eliminados do organismo, para isso precisamos conhecer basicamente uma outra estrutura dos rins : O Nefro e seus glomérulos – Túbulo proximal, Alça de Helen, Túbulo Dista e Ducto Coletor.
Funções Básicas dos Túbulos
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Túbulo Proximal |
Alça de Helen |
Túbulo Distal |
Ducto Coletor |
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§ Absorvem 50-55% do sódio e da água filtrada e praticamente toda glicose, fósforo, aminoácidos e outros solutos orgânicos.
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§ Reabsorve 35 a 40% de sódio e cloro do filtrado glomerular. § Impermeável a absorção de água § Reabsorção de magnésio
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§ Reabsorve 5 a 8% do sódio e cloro § Relativamente impermeável à água.
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§ Derivado Broto Uretral § Reabsorção do Bicarbonato § Secreção de Hidrogênio § Reabsorção e secreção de potássio § Secreção da Amônia |
Acredito que ate aqui esta dando para ter uma idéia a respeito da funcionalidade dos rins e de sua importância para o bom funcionamento do nosso organismo, observe que os rins também produzem hormônios e é alvo de hormônios produzidos em outras estruturas do organismo, fazendo com que tudo entre em sintonia e funcione perfeitamente bem.
Hormônios e o Rim
Principais Hormônios Produzidos nos Rins
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Hormônios |
Órgãos (alvo ) |
Principais Efeitos |
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Eritropoetina |
Medula Óssea |
Estimula a Produção de Hemácias (sangue)
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1-a,25 diidroxivitamina D3 |
Intestino, o osso e rim |
Regulação da homeostásia do cálcio e fósforo no Intestino
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Angiotensina II |
Sistema Cardiovascular e rim |
Vasoconstriçâo , reabsorção de sódio, proliferação celular |
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Prostaglandinas |
Rim |
Vasodilatacâo , Natriurese.
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Cininas |
Vasculatura Lisa, Rim |
Vasodilatacâo e Natriurese.
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Principais Hormônios que agem nos Rins
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Hormônios |
Principais Locais de Produção |
Principais Efeitos |
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Aldosterona |
Supra-Renal |
Aumenta a Reabsorção de Sódio |
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Angiotensina II |
Sistema Cardiovascular e Rim |
Vasoconstriçâo , contração celular mesangial, aumenta da reabsorção de sódio. |
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Fator Natriurético atrial |
Átrio |
Aumento da filtração glomerular , natriurese |
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Endotelinas |
Endotelio Vascular |
Vasoconstriçâo |
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Vasopressina |
Hipotálamo |
Aumento da reabsorção de água |
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Prostaglandinas |
Rim |
Vasodilatacâo, natriurese. |
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Óxido Nítrico |
Endotélio Vascular |
Vasodilatacâo e Natriurese |
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1-a , 25-Vit D3 |
Rim |
Aumento da reabsorção de cálcio |
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PTH |
Paratireóide |
Aumenta a reabsorção de cálcio |
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Catecolaminas - noradrenalina, adrenalina |
Vários |
Vasoconstriçâo , aumento da reabsorção de sódio |
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Cininas |
Vários |
Vasodilatacâo , Natriurese. |
Espero que possam compreender que os nossos rins desempenham inúmeras funções, com essas nomenclaturas estranhas para alguns, porem esta sendo abordado de maneira resumidamente e não há necessidade de muita preocupação com esses termos, mas se faz necessário para uma compreensão melhor aos interessados. Vimos ate este ponto a anatomia básica e as funções dos rins, veremos algumas doenças que afetam este órgão de vital importância.
Síndrome Nefritica Aguda
Corresponde a uma reação inflamatória aguda do néfron e os eventos clínicos são transitórios e, geralmente, reversíveis
Sua principal causa é a Glomerulonefrite aguda pós- infecciosa.
1) Surgimento agudo de hematúria( Sangue na Urina), hipertensão arterial , edema (inchado).
2) Corresponde a uma reação inflamatória aguda do néfron e os eventos clínicos são transitórios e, geralmente, reversíveis .
1. Fatores Etiológicos – Causadores
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Infecciosa GN aguda pós-estreptocócica |
Não – Infecciosas Doença Sistêmica |
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1) Glomerulopatias Primárias : Nefropatia IgA , 2) Glomerulonefrite membrana proliferativa |
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Toxoplasmose , Malária |
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Síndrome Nefrótica
1) Caracteriza-se pela presença de proteínuria maciça ( > 3,5 g em 24 horas para o indivíduo padrão de 1,7 m3 de superfície corporal ) .
2) Costuma acompanhar- se de hipoalbuminemia, edema e Dislipidemia.
3) Pode haver outros achados clínicos, como HAS, hematúria, cilindraria,, déficit funcional variável de lipidúria.
4) A principal causa de síndrome nefrótica em adulto é a Nefropatia diabética.
1.Principais Causas de Síndrome Nefrótica( SN )
2..Manifestações Clínicas
3. Nefropatia Diabética
É uma complicação crônica do diabetes Mileto , que acomete 35 % dos pacientes com diabete Mileto insulino dependente tipo I
1.Fases de Evolução de Nefropatia Diabética
2.Medidas de Controle na Nefropatia Clinica
4. Nefrite Lúpica
1.Diagnostico do Envolvimento Renal do LES
Proteínuria assintomática ou proteínuria nefrótica , Hematúria e Cinlindrúria , Creatinina Sérica normal ou elevada , Complemento sérico diminuído , FAN positivo, Biópsia renal com vários padrões histológicos.
2.Tratamento
Esquema mensal de dose mensal de ciclosfosfamida, sob forma de pulso , administrados por via endovenosa , o período ideal varia entre 12 a 18 meses . Os efeitos colaterais da ciclosfosfamida devem ser rigorosamente controlados no seguimento a longo prazo.
5 Infecção do Trato Urinário
É definida por urocultura com bacteriúria significativa ou sintomas como disúria, polaciúria, febre, dor lombar. O diagnostico torna-se mais seguro quanto maior a contagem de unidades formadora de colônia na urocultura.,
1.Fisiopatologia do ITU
2.Diagnostico Diferencial da Disúria
3.Condições Associadas a Piúria
6. Obstrução Urinaria
7. Glomerulonefrite Difusa Aguda
Esta patologia será abordada com mais detalhes, trata-se de um entidade que é mais freqüente em crianças.
4. A Glomerulonefrite Difusa Aguda (GNDA) caracteriza-se, basicamente, por um processo inflamatório que acomete todos os glomérulos de ambos os rins.
5. A origem imunológica está bem definida, sendo a doença o resultado de uma reação antígeno-anticorpo com fixação do complemento e deposição desses imunocomplexos em nível da membrana basal glomerular.
6. Juntamente com a febre reumática, é considerada uma seqüela tardia, não-supurativa, de uma estreptocócica, já que, na infância, na maioria dos casos, a GNDA é pos-infecciosa, seguindo-se principalmente a infecções pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo A
1.Incidência
1. Levando-se em consideração os inúmeros casos que passam despercebidos, com manifestações leves, e por isso não diagnosticados, observa-se que a verdadeira incidência da doença é desconhecida.
2. Os contatos familiares de pacientes com GNDA pós-estreptocócica comprovada podem apresentar algumas anormalidades no sedimento urinário e hipertensão arterial leve.
3. É rara antes dos dois anos, sendo mais freqüente entre 3 e 10 anos de idade, com pico de maior incidência entre os 5 e 7 anos.
4. No que se refere à incidência quanto ao sexo, observa-se na literatura predominância no sexo masculino, em uma proporção de 2:1.
2.Etiologia
1. A GNDA pode se seguir a qualquer infecção de origem bacteriana, fúngica ou por protozoários, mas a forma comum é a pós-estreptocócica, existindo evidências de que o antígeno desencadeante da lesão renal relaciona-se a cepas nefritogênicas do estreptococo beta-hemolítico do grupo A, tendo como porta de entrada a pele ou a orofaringe.
2. A existência de poucas cepas nefritogênicas libera os pacientes portadores de GNDA pós-estreptocócica da profilaxia antibiótica com o objetivo de evitar novos surtos, ao contrário do que ocorre na febre reumática, em que um maior número de cepas estreptocócicas está envolvido na gênese da doença.
3.Patogenia
1. Acredita-se que a doença é mediada pela formação e deposição de imunocomplexos circulantes no nível da membrana basal glomerular, no lado subepitelial da parede capilar.
2. A deposição leva à ativação do sistema do complemento, com quimiotaxia para neutrofilos polimorfonucleares, à reação inflamatória local e à conseqüente lesão da membrana basal glomerular.
3. Estes eventos são traduzidos laboratorialmente por proteínuria, hematúria, leucocitúria e hipocomplementemia
4.Fisiopatologia
1. A reação inflamatória de origem imunológica no nível da membrana basal glomerular acarreta uma diminuição da taxa de filtração glomerular, com retenção de escórias nitrogenadas, diminuição do volume urinário e retenção de água e sódio.
2. Sendo a lesão basicamente glomerular, a reabsorção tubular de sódio continua ocorrendo normalmente, fato que contribui mais ainda para a expansão do volume extracelular, hipervolemia e supressão do sistema renina-angiotensina-aldosterona, sendo, portanto, a hipertensão arterial observada, nesta fase inicial, volume-dependente.
3. O extravasamento de líquido para o interstício com formação de edema e conseqüência do aumento da pressão hidrostática intravascular por conta da hipervolemia vigente.
5.Quadro Clinico
1. Os sintomas em geral surgem cerca de 10 a 20 dias após uma infecção estreptocócicas de vias aéreas superiores ou de pele e caracterizam uma síndrome nefritica com edema, hipertensão arterial, hematúria e oligúria.
2. O estado da criança é usualmente bom, podendo haver queixas vagas como anorexia, indisposição, cefaléia e náuseas.
3. O edema não é muito exuberante, sendo evidenciado basicamente em face, membros inferiores e abdome.
4. A hematúria, em geral macroscópica na fase aguda, pode ser microscópica e até faltar na fase inicial, o que invalida o diagnóstico.
5. A hipertensão arterial, na maioria das vezes moderada, pode se tornar grave, atingindo níveis muitos elevados, com lesões em órgãos-alvo e caracterizando um quadro de encefalopatia hipertensiva .
6. Dependendo da intensidade do acometimento renal, a hipervolemia, muitas vezes agravada pela continuada ingestão de sódio e água, pode evoluir com gestão circulatória e até mesmo edema agudo de pulmão.
9. Insuficiência Renal Aguda – IRA
É definida pela redução da filtração glomerular. Caracteriza –se clinicamente, pela presença de anúria ou oligúria, com elevação das taxas de uréia e creatinina ou redução da depuração de creatinina e evidências de que a função renal era normal nos últimos 3 meses ou pelo redução diária progressiva da filtração glomerular.
1.Principais Causas de IRA
Causas Pré-Renais
Causas Renais
1) Necrose Tubular Aguda : Isquemia. Hipovolemia, hipoperfusão renal. Tóxica : aminoglicosídios , antifúngicos, drogas imunossupressoras, antivirais, contrastes radiológicos, pigmentos (hemoglobina, mioglobina), metais pesados, peçonhas .
2) Nefrite Intersticiais Drogas : Penicilinas, cefalospurinas, rifampicinas, sulfonamidas, diuréticos ( furosemida, tiazidicos ) , anti-inflamatórios não-esteróides. Infecções. Infiltrações : Linfomas, leucemia.
3) Doenças Vasculares : Inflamatórias ( Vasculites ) : Glomerulonefrite Necrotizante, poliartrite nodosa . Microangiopatia : Síndrome hemolítica urêmica, púrpura trobocitopênica trombotica, hipertensão maligna, esclerodermia.
4) Glomerulopatias : Pós-infecciosa : Streptococos, vírus, Endocardite, abscesso abdominais, lúpus eritematoso sistêmico.
Causas Pós-Renais
10. Insuficiência Renal Crônica – IRC
Constitui a fase final da evolução de muitas nefropatia , em alguns casos, pela característica evolutiva sibclinica das mesmas, somente com é diagnosticada com aparecimento de sinais e sintomas urêmicos . É definida pela redução gradual da depuração de creatinina endógena ou evidencias de rins diminuídos de volumes ou sinais de uremia crônica, por vezes, é difícil o diagnostico diferencial com IRA e somente com a evolução do paciente o diagnóstico correto.
1) Causas Renais = Glomerulopatias, Nefropatia Tubulointesticial, Doença renal policistico, Nefroesclerose hipertensiva, Anomalias congênitas, doenças vasculares.
2) Doenças do Trato Urinárias = Obstrução Urinariam, Cálculos urinários, refluxo vésico-ureteral, Válvula de Uretra posterior.
3) Doenças Sistêmicas = Diabetes Mileto – Nefropatia Diabética - 5 a 6 anos = Comprometimento renal, 10 a 20 anos = HAS, 15 anos = Elevação da uréia e creatinina. Hipertensão Arterial, LES, Mieloma Múltiplo, Amiloidose.
1) Manifestações Gerais = Fadiga, emagrecimento, Insônia .
2) Pele = Palidez, pele seca e descamativa, prurido , hematoma e equimose.
3) Cardiovascular/ Pulmonar = HAS, ICC, EAP, pericardite ( derrame pericárdio, tamponamento cardíaco) , pulmão urêmico, derrame pleural.
4) Hematológica = Anemia , sangramento, predisposição a infecção.
5) Gastrintestinal/ Hepática = Anorexia, Náuseas, Vômitos, Hemorragia digestiva, Gastrite erosiva, hálito urêmicos , diarréia , obstipação intestinal, disfunção Hepática.
6) Óssea = Osteodistrofia Renal, Alteração no esqueleto devido a distúrbio dos cálcio e dos fósforo.
7) Neurológica = Fadiga, Alteração do sono, cefaléia , irritabilidade muscular, letargia, convulsões , coma , neuropatia periférica.
8) Endócrina = Distúrbio sexuais, infertilidade, alterações tiroidiana, desnutrição, dislipidemia.
9) Oculares = olho vermelho, Ceratopatia em faixa.
10) Psicológicas =Depressão, Psicose, ansiedade , irritabilidade.
b) IRC progressiva - Tratamento Conservador.
1) Tratamento Conservador – Medidas para Evitar a piora da Função Renal = Evitar Hipotensão, Desidratação, evitar gestação, evitar exames radiológicos com contraste.
2) Medidas para Lentificar a IRC = Controlar a HAS, tratar infecções , fazer dieta , controlar o fósforo e o ácido úrico, tratar a acidose metabólica, controlar diabetes.
3) Medidas para Evitar Sintomas Urêmicos = Restrição de proteínas, tratar o prurido, tratar os sintomas GI. Tratar osteodistrofia Renal com CaCO3 ( bicarbonato de sódio ) e Calcitriol, tratar anemia com EPO.
c) IRC terminal .
1) Óbito
2) Diálise – Transplante – Sucesso – Diálise – óbito
3) Transplante – falha – diálise
Eletiva................. IRC – Tratamento Conservador............ Iniciar Diálise se clearence de Creatinina inferior a 10 ml/min.
e) Urgência
1) Sintomas = Neurológicas acentuados, vômitos incoercível.
2) Sinais = Atrito pericárdico, distúrbio hemorrágicos.
3) Hiperpotassemia, Acidose metabólica, sobrecarga de líquidos, ICC, HAS grave refratária, EPA, Intoxicação por Drogas.
Avaliação Laboratorial
A avaliação laboratorial depende da hipótese diagnostica formuladas, mas para definição das principais síndromes nefrológicas tem-se os seguintes exames:
1. Exame Qualitativo de Urina ( E Q U)
É aquele que oferece o maior numero de informações sobre a patologia dos rins e do trato urinário.Através dele podemos verificar a presença de proteínuria, glicosúria,, lipidúria, hematúria, leucocitúria, bacteriúria, cilindraria e cristalúria, que estão relacionadas a alterações anatômicas ou funcionais.Alguns pacientes assintomáticos, tem sua nefropatia detectada unicamente por alteração do E Q U ( Síndrome de alteração urinaria assintomática).
2. Hemograma
É importante na avaliação de nefropatas, pois a anemia secundária ao déficit na produção renal de Eritropoetina é uma das principais manifestações clinicas da síndrome uremia.
3. Bioquímica do Sangue
São importantes para a avaliação da função renal, dos distúrbios do equilíbrio hidreletrolítico, do metabolismo do cálcio, do fósforo e do ácido úrico.
4.Orientar a coleta de urina – Exame de Urina
1) A urina da Manha é a melhor amostra para o EQU.
2) As amostra do jato médio são as mais utilizadas- coletas 15 a 50 ml
3) Deve ser encaminhada imediatamente ao laboratório – até 2 horas ou até no Máximo 4 horas após a coleta.
4) Em crianças , a coleta pode ser em saco coletor, punção suprapúbica ou cauterização .
g) Proteínuria
1. A quantidade de proteínas excretada pelos rins é reduzida não ultrapassa 150 mg/ 24 horas .
2. Oferecer frasco com capacidade de 2 litros ou 1 litro para a acompanhante ou paciente
3. Orientar o paciente ( acompanhante ) a colher o urina de 24 horas no frasco fornecido.
4. Marca a hora iniciada , geralmente as 06:00 horas do dias e termina nas 06:00 do dia seguinte .
5. Após o termino do horário e coleta , encaminhar para o laboratório a urina coletada nas 24 horas .
Avaliação por Imagem Renal mais Comum
1.Técnicas
1. Procedimentos urográficos – Radiografia simples, urografia excretora, pielografia retrograda e cistografia .
2. Ultrassonagrafia
3. Tomografia Computadorizada ( TC ) e TC espiral ;
4. Ressonância nuclear magnética ( RNM ) e Angioressonancia .
5. Imagem por radionuclídeos
6. Angiografia Renal .
2.Fatores que determinam a escolha do exame de Imagem
1. A informação necessária para orientar o tratamento do paciente ;
2. A acurácia e a confiabilidade do exame
3. A invasividade e os riscos associados ao exame;
4. Os custos .
3.Informações que os Procedimentos Urográficos fornecem sobre o trato Urinário
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Procedimentos |
Informações |
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Radiografia Simples do Abdômen – Rins, ureteres e Bexiga . |
Ossos : Alterações da Osteodistrofia renais e lesões líticas ou blasticas de metástase . Tecidos Moles : Obliteração da sobra do psoa ou do contorno pode indicar inflamação ou tumor. Ar : ar no rim ou em adjacências pode indicar infecção grave, especialmente em diabético. Calcificações : Cálculos renais, neoplasias calcificadas, papilas desmanchadas, nefrocalcinose medular ou cortical, cálculos ou tumores uretrais ou vesicais .
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Tomografia Renal |
Calcificações renais não observadas na radiografia simples, especialmente na presença de gases ou fezes obscurecendo os contornos renais .
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Urografia Excretora Pielografia Intravenosa |
Avaliação do sistema coletor, ureteres e bexiga; fornece a maior resolução especial de todos os exames do trato urinário .
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Pielografia Retrograda |
Avaliação de possíveis defeitos de enchimento não defendidos pela urografia excretora.
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Cistografia |
Estudos cistográficos e culturais seletiva . Delianbeamento adicional de uma lesão obstrutiva, especialmente de sua extensão , e de ureter distal à obstrução . Avaliação de traumatismo uretral , Avaliação de refluxo vésico-ureteral . Delineamento da bexiga em pacientes com função renal diminuída.
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Uretrocistografia Miccional |
Avaliação da uretra após traumatismo pélvico, de fistula vesico-vaginal ou vesicoenterais , da incontinência urinária, de válvula uretrais, de estenose uretrais, do refluxo vésico-ureteral.
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Nesta primeira parte, vimos uma abordagem simplificada da anatomia, fisiologia , função renal e de algumas patologias que acometem os rins, levando a Insuficiência Renal Crônica, que é o declínio final do rim. Observa-se que quando a IRC se instala, todas a funções dos rins são afetada e os demais órgãos que precisam de seus hormônios entram em declínio causando uma Síndrome.
Podemos citar como exemplo a deficiência do hormônio eritropoetina que age estimulando a medula óssea a produzir sangue, sem esta função , o individuo portador de IRC apresenta a característica de Anemia, edema, hipertensão Arterial, como já foi abordado.
Na IRC terminal, o tratamento indicado é a diálise, que é um termo bem abrangente, sendo que cada modalidade de diálise tem suas características e é aplicada de acordo com as características do paciente.
Acredito que se possa entender que quando a IRC se instala há acumulo de substancia que deveria ser excretadas através da urina (uréia , creatinina , potássio , água , entre outros solutos ) . O acumulo destas substancia no organismo causa muitos problemas,
1. Uréia – O aumento de uréia no sangue (uremia) se não for removida do organismo poderá levar o paciente ao como urêmico entre outras conseqüências.
2. Potássio – O acumula de potássio no organismo (Hiperpotassemia) poderá levar ao paciente a parada cardiorrespiratória.
3. Água – O acumula de água no organismo (Hipervolemia) causa uma sobrecarga no coração, aumento da pressão arterial levando ao edema agudo de pulmão e ao acidente vascular cerebral hemorrágico e a morte súbita.
Agora vamos ver como a coisa funciona.
Diálise no Amazonas.
O tratamento das patologias renais especialmente do Insuficiência Renal crônica – IRC no Amazonas teve inicio há mais ou menos 10 anos, com o surgimento da Clinica Renal de Manaus Ltda, que funcionava nas dependências da Clinica Santa Julia, antes deste período os indivíduos portadores de IRC morriam por que não havia tratamento, hoje Manaus conta com duas Clinicas especializada em tratamento de IRC terminal e um Centro de Transplante de doador vivo que funciona na Clinica Santa Julia, o tratamento das doenças renais em sua maioria é mantido pelo SUS Diálise – Transplante de Rins e as Medicações especiais.
Como funciona ?
Geralmente os indivíduos portadores de IRC são identificados, digo dão entrada nos hospitais João Lucio Machado no setor de emergência Clinica ou Cirúrgica , na Zona Leste de Manaus e no Hospital Pronto Socorro 28 de Agosto, na Zona Centro Sul da Cidade de Manaus, nas emergências Clinicas e Cirúrgicas, vindo de varias regiões do Amazonas e do Estado do Para, as únicas Clinicas Especializadas no atendimentos destas patologias ficam em Manaus e em Belém. Nos Hospitais de Manaus os pacientes são atendidos e realizam as primeiras diálise, ate estabilizar, apresentar melhoras , em seguida são encaminhados para as Clinicas Satélites para o tratamento ambulatorial – Terapia Renal Substitutiva, o grande problema é que esta clinicas estão superlotadas, os pacientes que fazem tratamento são mantidas pelo SUS – Sistema Único de Saúde , cada Clinica tem um numero x de pacientes para atender , e quando há um novo paciente há necessidade muitas vezes de pedir autorização da Secretaria de Saúde – SUSAM - para que aquele paciente possa realizar o procedimento dialítico.
Critérios para Iniciar o Tratamento de Manutenção – Terapia Renal Substitutiva.
Os pacientes são atendidos e constatado que são renais crônicos através de exames laboratoriais e ultrassonagrafia, são então encaminhados para as Clinicas Renal de Manaus – situada no bairro da Cachoeirinha - e Centro de doenças Renais – CDR – que funciona no Hospital Beneficente Portuguesa, localizado na rua Joaquim Nabuco, juntamente com os documentos necessários:
a) Um exame Laboratorial – Bioquímica – Mostrando alteração da função renal, que geralmente é realizado no hospital onde foi atendido inicialmente.
b) Um exame de Imagem , ultrassonagrafia comprovando que há realmente alteração da estrutura renal – Realizado geralmente no hospital onde foi atendido inicialmente.
c) Comprovante de residência - Se o individou mora em outro Estado é autorizado somente 10 sessões de hemodiálise, se esta for a modalidade, pois é de responsabilidade de cada estado a manutenção do tratamento dialítico, a menos que o paciente tenha no caso em Manaus residência ou de parente.
d) Código de Pessoa Física – CPF - Somente com este documento é possível que o individou portador de IRC possa ter direito a realizar os procedimentos dialíticos, é através do CPF que será emitido a APAC – Autorização para o Atendimento Ambulatorial de Alta Complexidade emitido pelo Ministério da Saúde – que da direito ao portado de IRC o tratamento dialítico , transplante de Rins e as medicações especiais e ao pagamento as Clinicas pelos procedimentos, renovada a cada 03 meses.
O problema mais freqüente e presente dos pacientes com Insuficiência Renal Crônica vindo de outras regiões – Cidades do alto e baixo amazonas e mesmo das cidades do Para como – Alenquer , Santarém, Oriximina e mesmo de Óbidos, é um lugar para ficar, um residência ou mesmo Representação dos Municípios que não apóiam estes pacientes, criando um problema Social considerável, pois uma vês com IRC terá que realizar a hemodiálise para continuar a viver e não poderá mais se afastar por mais de 5 dias de Manaus, corre o risco de morte súbita por acumulo de água no organismo levando ao Edema Agudo de Pulmão e ao Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico por Hipertensão Arterial. A situação é muito delicada para estes pacientes que querem continuar a viver, especialmente se não houver apoio familiar.
Falando sobre a Terapia Renal de Manutenção ou Substitutiva.
São termos aplicados no sentido de manter a função renal ou substituí-la a função básica renal, desta forma prolongando a vida do paciente. Inicialmente para se começar a terapia renal é necessário conhecer basicamente algumas características da técnica, falou-se inicialmente que o organismo humano é uma solução hidroeletrolitica, neste sentido estamos falando de água e eletrólitos e esta solução esta em perfeito equilíbrio e entra em desequilíbrio quando há um Insuficiência Renal instalada, deste modo necessitando de correção de imediato. A primeira modalidade a ser abordada é a hemodiálise.
HEMODIÁLISE
O que é a Hemodiálise ?
Princípios Fisiológicos
A hemodiálise é um processo onde a composição dos solutos de uma solução A é
alterada pela exposição da solução A a uma segunda solução B, através de uma
membrana semipermeável. Pode se comparar a membrana semipermeável com uma folha
perfurada por orifício ou poros. As moléculas de água e os solutos de baixo peso
molecular nas duas soluções podem passar através dos poros da membrana e
misturar-se, porem solutos maiores, não conseguem passar através da barreira
semipermeável, e as quantidades de solutos de maior peso molecular em ambos os
lados da membrana permanecerão inalteradas.
Membrana Semipermeável
Poros da Membrana por onde passa os
Solutos de Baixo Peso Molécula, ou seja
menor que o poro
Podemos observar que o sangue do paciente renal crônico que esta cheio de escorias nitrogenadas – podemos dizer ate dizer que se encontra cheio de impurezas, quero dizer substancias que antes eram excretadas normalmente pelos rins e que agora, não há como sair , os rins não funcionam mais.
Partindo deste principio de que o sangue precisa ser filtrado, ser limpo destas impurezas para que o organismo possa funcionar próximo da normalidade, havia a necessidade de se construir um filtro para tal situação, foram inúmeras tentativa nesta construção , ate chegar a nossa atualidade, o filtro chamado capilar ou rim artificial, mesmo com os avanços da tecnologia, o nosso Brasil ainda não possui fabricas para esses equipamentos, os capilares que são usados nas clinicas e hospitais de Manaus, são importados do Japão entre outros paises, aumentando com isso os custo deste tratamento de manutenção da vida .
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