PERSONALIDADES


Ildefonso Guimarães
Biografia enviada por
Berardino J. Priante

   Jornalista e escritor, nascido em 23 de janeiro de 1919 na cidade de Santarém (apenas por razões médicas), mas seu amor a Óbidos e a sua história poucos obidenses de nascimento se igualaram a Ildefon Guimarães. Foi por 38 anos responsável pela seção "Livros & Legendas, no jornal A Província do Pará, onde começou a trabalhar em 1963, passando pelas funções de noticiarista e redator. Foi pioneiro do telejornalismo no Pará, como redator inicial do telejornal da TV Marajoara, que inaugurou a era da televisão em Belém. Em 1964 foi eleito Grão-Mestre da Maçonaria Paraense e sucedeu a Eldonor Lima na Cadeira nº 5 da Academia Paraense de Letras, onde atualmente é vice-presidente. Escritor, é autor dos livros Histórias Sobre O Vulgar e Senda Bruta (contos), ambos Prêmio Samuel Mac Dowell da Academia Paraense de Letras-Governo do Estado do Pará; Os Dias Recurvos (romance histórico)volume 3 da coleção Municípios da Secretaria de Cultura do Estado; Coisas da Maçonaria (ensaios e discursos sobre doutrina maçônica enquanto Grão-Mestre da Maçonaria paraense); Contos Recontados (seleta de contos) das Edições Sejup ; Sombras do Entardecer, (2004), Editora Paka Tatu, em que IG reúne lembranças de vida, crônicas e assuntos diversos publicados em jornais, e a sair o volume Crônicas Menores – resenha de um repórter de polícia.
   Na década dos anos 50 (século XX, 1954-1955) foi duas vezes classificado em Primeiro Lugar no concurso permanente de contos, promovido em termos nacionais pela revista carioca "A Cigarra", dos Diários Associados. Seu nome é verbete da Grande Enciclopédia da Amazônia, do historiador Carlos Alberto Rocque e da Enciclopedia da Literatura Brasileira, edição do Ministério da Educação, sob a direção de Afrânio Coutinho e J. Galante de Souza; é também citado entre "os melhores escritores da Região Norte", no 3º volume de A Literatura no Brasil, (1ª e 2ª edições) de Afrânio Coutino. Seu nome, inclusive, se acha incluído no compêndio bibliográfico O Conto Brasileiro, da Biblioteca Nacional, organizado pela escritora e crítica literária Celuta Moreira Gomes. Participa, ainda das antologias Poesia & Prosa, 1ª e 2ª edições, da Academia Paraense de Letras ; Novos Contos Paraenses; Festa – Contos de Natal e
Viva Belém! – Nove autores paraenses escrevem sobre a cidade, no seu 384º aniversário, antologias publicadas pela Editora Cejup e da Antologia da Cultura Amazônica (9 volumes) do historiador paraense Carlos Alberto Rocque. O Professor e crítico literário José Arthur Bogéa publicou sobre Ildefonso, pela Editora da Universidade do Pará, o trabalho intitulado ABC de Ildefonso Guimarães, de cunho bi-bibliográfico e o incluiu na antologia Fadário, publicada pela mesma Universidade que reúne quatro autores paraenses e quatro capixabas. Seu conto Chinela Emborcada, inserido no livro Histórias Sobre o Vulgar, serviu de tema para o trabalho Análise Literária de Conto, que o escritor e jornalista Alfredo Garcia usou como tese de conclusão de seu Curso de Especialização em Teoria Literária, na Universidade Federal do Pará. O Professor José Calazans Pinheiro Corrêa, também ao terminar seu Curso de Letras na UFPa, apresentou como tese o trabalho de graduação intitulado Aspectos da Narrativa de Ildefonso Guimarães nos Contos "Maré Cheia" e "Linha do Horizonte". As concluintes do Curso de Letras, 2001, da Universidade Federal do Pará, Elizângela Maria Carvalho Campelo e Vilma Lúcia Veiga de Souza, num estudo de 36 páginas, apresentaram a monografia O fantástico no conto "O Rio", de Ildefonso Guimarães como trabalho de conclusão de curso para a obtenção do título de Licenciado em Letras.

    Por sua longa participação na vida literária e jornalística do Pará, no decorrer do século XX, Ildefonso Guimarães é detentor dos seguintes diplomas e condecorações culturais: Diploma de Participação, como expositor, no Curso de Estética Cinematográfica do Serviço Social da Indústria, SESI; Diploma e Medalha Condecorativa do 350º Aniversário de Belém, outorgados pelo Prefeito Municipal de Belém; Diploma e Medalha Comemorativa do transcurso do 50º aniversário de falecimento do poeta Olavo Bilac, outorgados pelo Governo do Estado do Pará; Diploma de Membro Efetivo e Perpétuo da Academia Paraense de Letras (1964); Diploma e Medalha Comemorativa do Bi-Centenário da Igreja de São João Batista na Cidade de Belém, outorgados pela Prefeitura Municipal; Diploma da Medalha Cultural Pedro I, comemorativa do Sesquicentenário da Independência Política do Brasil, outorgado pelo Governo do Estado do Pará; Diploma e Medalha Condecorativa José Veríssimo, outorgados pela Academia Paraense de Letras; Diploma e Medalha Comemorativa do Transcurso do Centenário da Biblioteca e Arquivo Públicos do Pará, outorgados pelo Conselho Estadual de Cultura; Diploma e Medalha Comemorativa do Centenário do Teatro da Paz, outorgados pelo Governo do Estado do Pará; Diploma e Medalha Condecorativa do Transcurso do 50º Aniversário de Falecimento do professor, filólogo e poeta paraense Paulino de Brito, outorgado pelo Conselho Estadual de Cultura; Diploma e Medalha Cultural Professor Dr. Acilino de Leão, outorgados pelo Conselho Estadual de Cultura; Diploma de Visita Cultural e Passagem pelo Marco do Equador, outorgado pelo Governo do então Território Federal do Amapá; Diploma de Honra ao Mérito, outorgado pela Câmara Municipal de Óbidos, nas comemorações dos 300 anos de fundação da cidade.
    Ildefonso partiu aos 85 anos no dia 27 de julho de 2004 em Belém, onde ainda mantinha plena suas atividades intelectuais e ocupava a vice-presidência da Academia Paraense de Letras.

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