Constantino Menezes de Barros
Matemático brasileiro nascido na
cidade de Óbidos, Pará, um dos talentosos matemáticos brasileiros do
século XX. Filho de Guilherme Menezes de Barros e Elvira Menezes de
Barros, graduou-se no bacharelado em Matemática pela Faculdade Nacional
de Filosofia-FNFi, da Universidade do Brasil (1952-1957). Devido sua
ativa participação na política estudantil, teve grandes dificuldades em
obter do CNPq uma bolsa de estudos para realizar seu doutoramento no
exterior, só a conseguindo (1964), graças à intervenção do matemático
francês e seu professor no IMPA (1957), Georges Reeb. Recebeu seu
Docteur ès Sciences da Faculté de Sciences, Université de Paris, França,
sob a orientação do matemático Charles Ehresmann (1905-1979), um dos
membros do grupo Bourbaki, realizado em apenas 18 meses (1964-1965), ao
defender a tese intitulada: Espaces infinitesimaux, Une extension du
calcul différentiel extérieur d’Élie Cartan et du calcul différentiel
absolu de Ricci. Tornou-se Professor Assistente de Ensino Superior, na
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Federal
Fluminense-UFF, em Niterói (1958) onde permaneceu por nove anos. Em
seguida foi Professor de Disciplina Autônoma, do Instituto de Matemática
da Universidade Federal Fluminense (1967-1970), até ser aprovado em
concurso público para o cargo de Professor Titular da UFF, ali
permanecendo os próximos cinco anos. Foi chefe de Pesquisas do CNPq
(1968-1975) e Pesquisador Titular 1 do Instituto de Matemática da UFRJ
(1975-1983), onde exerceu suas atividades de magistério na graduação e
na pós-graduação. Participou com apresentação de trabalhos, em vários
congressos internacionais, entre eles o Congresso Internacional de
Matemáticos, em Moscou, Rússia (1966) e o de Nice, França (1970) e foi
Professor Visitante na Universidade de Paris (1965) e Pesquisador
Associado em várias universidades do exterior como no Instituto Henri
Poincaré e na Universidade de Stanford. Foi membro do Comitê Editorial
da Revista Colombiana de Matemáticas, uma publicação da Sociedad
Colombiana de Matemáticas e passou a ser revisor para a revista
Zentralblatt für Mathematik e para a revista Mathematical Reviews (1966)
até seu falecimento. Casado com Suely Coutinho de Barros, faleceu na
cidade do Rio de Janeiro, com pouco mais de 51 anos de idade. Publicou
trinta e sete trabalhos originais de pesquisa em periódicos
especializados e realizou, a convite, 44 conferências. |