| Crônica de Hugo Antônio Ferrari 01/06/2006 |
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O JARAQUI DOS OBIDENSES A cidade de Óbidos se prepara para festejar o “XIX Festival do Jaraqui” nos dias 03 e 04 de junho. É um evento promovido pela Associação Cultural Obidense (ACOB), e que reúne uma multidão - inclusive das cidades vizinhas - para apreciar, nas suas diversas formas que a culinária local oferece, o delicioso e apetitoso jaraqui, declarado por Lei Municipal - o “peixe símbolo de Óbidos” -, além de outras atrações de cunho cultural. Ver o gigantesco Rio Amazonas em frente à “Cidade Presépio”, na sua parte mais estreita e profunda transbordando de água, em conseqüência talvez da maior enchente de todos os tempos ser palco de um espetáculo de rara beleza proporcionado pela natureza, orgulha a todos nós. Apesar de trazer incomodo para os nossos ribeirinhos - cujas casas estão alagadas -, mas suas águas benditas e piscosas trazem nesta época muita fartura proporcionada pelo fenômeno da “piracema”, onde várias espécies são capturadas com facilidade em frente à própria cidade, fazendo a festa do povo obidense, sendo o jaraqui o líder de todas. Óbidos, por ser uma cidade essencialmente cultural, está sempre expondo suas tradições, pois o seu povo alegre e hospitaleiro por excelência, tem orgulho da sua Terra que já ajudou fazer história neste Brasil afora pelos seus filhos ilustres de outrora e de hoje também. Ser obidense é amar Nossa Senhora Sant’Ana de corpo e alma - nossa Excelsa Padroeira -, é continuar lembrando os “índios pauxis”, nossos ancestrais, é recordar com carinho Dom Floriano, o primeiro Bispo Prelado de Óbidos e grande benfeitor, é gostar do Círio, da Festa de Sant’Ana, da cultura, das artes, da “Folha de Óbidos”, do “Portal de Óbidos”, do Museu Integrado, do CARNAPAUXIS, das festas juninas, do Forte Pauxís, do velho Quartel, hoje mais imponente do que nunca depois de totalmente restaurado, da pitoresca praça do “O”, da sua rica arquitetura, das suas ladeiras, do Lago Pauxís, do balneário Coruçambá, da Serra da Escama, com seus canhões adormecidos a testemunhar um passado glorioso, enfim, é lembrar de tudo que existe nesta Terra, fruto do esforço e do trabalho do seu povo. Ser obidense é gostar do jaraqui, do acari, do tamuatá, do apapá, do mapará, e de tantos outros; é defender a Amazônia da destruição, essa esplendorosa e misteriosa região na qual continuamos a ser a eterna sentinela pela nossa privilegiada posição geografia, pronta a defendê-la como já o fizemos em tempos idos. Isso tudo e muito mais, é ser verdadeiramente obidense! Este ano atração maior será o Cantor Paraense PINDUCA o “Rei Carimbó” que estará se apresentando no Palco do Festival.
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