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Manuel Ayres 04/07/2010 |
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IZA E A
SUA BONDADE
Manuel Ayres
Dizia o famoso escritor José Saramago que “há palavras para tudo”. Assim, a Bondade tem várias facetas, pois quem oferece alguma coisa à outra pessoa – amiga ou até desconhecida -, deve fazê-lo com as duas mãos, no sentido de que em nenhuma delas fique alguma coisa que deveria ser doado.
Assim, continua o eminente escritor, “a Bondade não tem por que se envergonhar de ser Bondade”, também a Justiça não deveria esquecer de que é, acima de tudo, restituição de direitos, começando pelo direito elementar de viver dignamente.
Qual seria, continua o mesmo autor, a seqüência natural entre Bondade, Direito e Caridade? Em sua opinião, a Bondade ocupa o posto de nossas relações humanas, pois, por si só, dispensa a Justiça e a Caridade.
A Justiça, por sua vez, seria a segunda, eis que quando ela se efetua corretamente, a Caridade já está nela contida. E só quando a Bondade e a Justiça inexistirem, o que resta a fazer é a Caridade.
Lembro, sob esses aspectos, as sábias palavras de meu caro amigo e sobrinho Ademar Ayres do Amaral, a quando da Missa do sétimo dia do falecimento da minha querida esposa, nestes ternos: “IZA teve presença marcante em todas as grandes vitórias de sua família, mesmo que, pela sua simplicidade, não fizesse questões de luzes nem de ser notada. Era como um rio caudaloso e cheio de afluentes de Bondade: a desaguar o bem no coração de seu próximo. IZA foi um grande ser humano e uma excepcional mulher”.
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