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João Imbelloni 28/02/2010 |
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A CRÔNICA DE FEVEREIRO
Depois do excelente e cada vez melhor Carnapauxis, outro fato que mereceria melhor registro foi o aniversário do Portal de Óbidos no passado dia 17 do corrente. Sem maiores reconhecimentos e merecidas celebrações por parte dos obidenses, mais um ano de proveitoso trabalho passou, não obstante os prófugos e pessimistas de plantão.
Nascido e mantido graças ao esforço do conterrâneo Luiz Arthur Brito da Silveira, está a merecer o devido sustentáculo de todos que amam o nosso Município, cujo empresariado, principalmente, poderia se fazer mais presente, no sentido de divulgar seus produtos e serviços em troca do indispensável apoio a este empreendimento tão substancial a beneficiar a coletividade obidense.
Difundindo nossa cultura, em primeiro lugar, executa uma labuta diuturna, séria e democrática, unindo-se aos demais sites e meios outros dos quais dispõe o nosso Município para aparecer nos cenários estadual, federal e internacional. São todos filhos da mesma Mãe e, ao homenagear este Portal da Esperança, é motivo de regozijo exaltar, também, os trabalhos dos seus irmãos que seguem numa única direção, visando, sobretudo, a melhor qualidade de vida do Povo Pauxis, a defesa do meio ambiente e a valorização do amazônida.
De maneira peremptória devemos agradecer aos que fazem esse – posso dizer – competente modo de levar a efeito a divulgação de nossas coisas, ao mesmo tempo em que promovem o necessário congraçamento dos conterrâneos e amigos do Torrão (próximos ou distantes), no grande elo que beneficia não só a Óbidos, mas toda a região circunvizinha.
Com 13 anos o Portal de Óbidos sabe que a comunicação é coisa muito séria; não é só a simples informação. Assim sendo, faz da dedicação e da eficiência as molas mestras de sua labuta. Mas é preciso que se invista nesse trabalho que não é caro, considerando-se os inúmeros benefícios e incomensuráveis retornos das aplicações. Antigos e novos empresários têm o que oferecer ao mercado, daí a necessidade do planejamento em comunicação ser de suma importância. “Ele é o diferencial em qualquer negócio”.
A Coordenadora do Curso de Comunicação Social da Universidade da Amazônia (UNAMA) – Ana Prado -, dentre outras considerações ensina que “não há um único setor que possa afirmar que não depende da comunicação para alcançar sucesso. Basta observarmos as empresas e instituições mais bem sucedidas; por trás delas tem uma estratégia comunicacional bem pensada. Há um grande mercado por se abrir e a ser explorado por profissionais qualificados” (mormente pelos que utilizam a modernidade e o alcance da internet). Portanto, senhores empreendedores, somem ao talento e à intuição, os imprescindíveis conhecimentos técnicos e de apoio deste Portal. Não confundam investir com gastar. “É justamente pela falta de esclarecimento que o administrador prefere deixar a propaganda boca-a-boca ser o veículo de comunicação do seu empreendimento, entregando o leme do negócio à própria sorte”. Não se pode esquecer que este Portal procura desenvolver um eficaz trabalho adequado a nossa região. Eis aí o diferencial para as nossas empresas ganharem redobradas forças em um mercado tão competitivo. Afinal, a propaganda não é a alma do negócio?
II
Jamais poderia ficar de fora, quando se fala ou escreve a respeito deste Portal, o perene e sincero agradecimento aos seus colaboradores. Como da primeira vez em que os homenageei, usarei títulos de suas obras aqui publicadas, na busca da composição do texto, solicitando desculpas, desde já, pelo extemporâneo pedido de autorização. Ao homenageá-los, entretanto, coloco-os como os legítimos representantes de todos os que fazem os obidenses meios de comunicação.
Como começar, porém? Diz-me o poético pensamento que há algum tempo “estamos a caminho” (Ademar Amaral) da tentativa de um melhor preito de gratidão ao “talento obidense” (Carlos Antonio) dessa plêiade de homens e mulheres que fazem da comunicação – requisito básico do mundo moderno – “a lição que ficou” (Geraldo Magela) de profícuas vidas que, com certeza, continuará “renovando esperanças” (Hugo Ferrari) de um povo probo e trabalhador.
Disponibilizando grande parte de seus preciosos tempos eles transmitem conteúdos, propõem soluções, sugerem ideias, educam, etc., fazendo de suas importantes obras a comprovação de que “o ato de comunicar está presente em nossas vidas, desde o momento em que acordamos até a hora em que vamos dormir”. “É um amor para sempre” (Haroldo Figueira), afirmam estudiosos da Língua e da Comunicação, a qual, levada mais a sério por governantes e empresários, fortaleceria os empreendimentos do interior do Estado, no meio o nosso Município.
Atuando baseados na coletividade e considerando, sobremaneira, “a mais sábia das palavras” (Marinêz Santos) – nós -, e fazendo a “exclusão” (Roberto Faro) de pessoais interesses, esses abnegados e competentes colaboradores, mesmo com as mazelas de qualquer “ser humano” (Paulo Pereira), agigantam-se na procura do melhor para os Pauxis, aproximando-se do vernáculo poder de verdadeiros deuses amazônidas das palavras. “O encontro” (Manuel Ayres) dessas privilegiadas inteligências somam-se, então, em prol do ideal comum: Óbidos!
“Um idílico final de tarde” (Célio Simões) e lá estava eu a meditar olhando para os confins da baía do Guajará. Tudo prometia um momento de paz e tranquilidade; o pôr-de-sol mostrava – como desejam “esses tipos inesquecíveis” (Ildefonso Guimarães) de articulistas – renascidas forças de cooperação e união entre os seres humanos. Ao longe, visualizo na alaranjada cor da natureza que “a emoção tem razão” (José Carlos Ferrari Júnior) quando me leva ao encontro da “saudade danada” (Miguel Canto) dos tempos que nunca voltarão. Aí, de joelhos em plena hora do Ângelus, digo em oração: “Obrigado, Óbidos!” (Luiz Arthur); Obrigado, meus pais! Obrigado, Meu Deus! Muito obrigado pela vida e pelo dom da tradução em palavras dos sentimentos d’alma.
“Tsc, tsc, tsc... Óbidos?” (Fernanda Chocron). Sim! Óbidos, o Estado, o País, o Mundo, enfim, a humanidade está ameaçada pela herança maldita que estamos deixando para os nossos descendentes. Tenho a convicção, entrementes, de que as futuras gerações vencerão a gigantesca luta e mudarão para muito melhor...
Tomara que este otimista não esteja enganado.
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Belém (PA), 28 de fevereiro de 2010. João Imbelloni
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