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João Imbelloni 30/12/2009 |
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A CRÔNICA DE DEZEMBRO
oberto Carlos tem o inexplicável poder de levar-nos aos mais diversos tipos de reflexão, no embalo de u’a música baseada no sentimento e que parece contar as histórias de amor de quem a ouve. “É preciso saber viver”, visto que as maiores dúvidas começam, muitas vezes, no momento em que os pensamentos buscam pelos instantes felizes que ficaram no distante passado.
Na especial noite do show do grande artista fui inserido nas eternas canções e voltei no tempo, viajando na saudade, ao encontro das paixões que não existem mais, todavia que teimam em renascer pelas lembranças brotadas do sagrado momento, personificadas pelo distinto evento que tanto bem proporcionou aos espíritos... De pleno Natal.
A incomparável música do Rei e as peculiaridades da emocionante interpretação que se renova ao longo de cincoenta anos e atingem, diferentemente, às pessoas sentimentais que ficam a recordar de uma “amada amante” musical, representante de todas as paixões que tiveram na romântica e sonhadora vida. “Falando sério” um parente-amigo e poeta que assistiu ao acontecimento, quase não suportou a pertinente dor no peito, graças à lembrança de uma “gatinha manhosa”, a qual, como se fora o espumante Xingu, partiu, um dia, ao sabor das ondas da vida. Agora, neste chuvoso final de ano, confessou-me o sonhador: vejo as águas enxerem os potes do sublime sonho de um retorno. Ontem, molhado pelo Amazonas de lágrimas de uma mulher que pedia para ficar; hoje, demasiado seco por tantas agruras, desejo, ardentemente, vê-la tirar a roupa molhada pelas águas que levaram o tolo orgulho que deu lugar ao sincero arrependimento.
As palavras do Rei, também, fortificam as festas de final de ano – esquecido o apelo comercial – que tornam o nosso mundo mais bonito, suave e mágico, por força do congraçamento das verdadeiras famílias, a ponto de mostrar-nos que não devemos perder a esperança de usufruir uma vida plena e sempre melhor.
Esqueçamos, pois, os “detalhes” do percorrido caminho que, por ventura, possam nos trazer tristes recordações e, por outro lado, tentemos abrir “o portão” de um novo tempo, mesmo quando não acreditamos que um simples “desabafo” nas “emoções” do presente colocam-nos frente à realidade da constante mudança que nos concede, se assim quisermos, a necessária força para escalar qualquer “montanha” que se apresente como obstáculo na estrada rumo à felicidade, eternizando momentos, aproveitando oportunidades e, sobretudo, exercitando a solidariedade.
“A despedida” do ano velho, em cujos erros temos o aprendizado que levaremos para 2010, mostra-nos, claramente, que tudo o que fizermos de bem e de bom retornarão na forma de energia positiva; longe ficarão o desamor, as perdas e muitos problemas, se abotoarmos, corretamente, “os botões da blusa” que cobrirá o ano que está nascendo. “Outra vez” teremos a anual oportunidade de sermos melhores na “cavalgada” em direção ao futuro, aceitando “a proposta” levada a efeito pelo quase esquecido aniversariante do mês: “Jesus Cristo”.
Em presença da mágica promessa que deseja a todos nós um ano novo repleto de paz, saúde e prosperidade, eu tenho no coração uma imensa quantidade de boas coisas para falar, “mas com palavras não sei dizer”...
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ANO NOVO
Na muda voz deste instante Ouço o velho ano dizendo Que, ao trocá-lo pelo novo, Não podemos esquecer, jamais, Da base construída no passado.
Base forjada nos erros e acertos, Sob as mãos do verdadeiro Mestre Que do eterno e pedagogo Farol Ilumina todos os caminhos, Ontem, hoje e para sempre.
Ao buscarmos o grande desejo De paz, amor e prosperidade, Façamos da Fé e Caridade, A origem de toda a esperança, Sem esquecermos de sonhar...
Belém (PA), 30 de dezembro de 2009. João Imbelloni
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