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João Imbelloni 20/07/2009 |
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A CRÔNICA DE JULHO
É preciso a paz e a gratidão em nossos corações para que possamos homenagear, neste “Dia do Amigo”, as pessoas que nutrem por nós a verdadeira amizade. Sabemos que elas são muito poucas, aí incluídas os parentes de todos os graus e afinidades. O gênero humano, com as imprescindíveis e abençoadas exceções, nunca primou por colocar a amizade acima de torpes interesses pessoais e das pragas maiores que são a hipocrisia e o crescente egoísmo.
Dizem muitos - e eu concordo - que o cão é o melhor amigo do homem. Aliás, os animais são melhores (tenho dito reiteradas vezes) do que uma grande parcela dos chamados seres humanos.
A propósito, tenho o hábito de usar animais nos meus despretensiosos escritos neste Portal da Esperança, distante, porém, da conotação de fábulas, uma vez que jamais pretendi transmitir quaisquer lições de moral, mas, tão-somente, as simples mensagens de preocupação, amizade e amor pelo Rincão querido. Feliz, observo que, ultimamente, ilustres colaboradores deste espaço resolveram, também, usar os bichos em suas brilhantes obras.
Sempre discordei, no entanto, de infelizes comparações pejorativas entre animais racionais e irracionais. Devemos, por coerência superior (?), valorizar e dignificar os irmãos bichos. Histórias como a da cigarra, tida como preguiçosa (não existe preguiça no mundo animal) e da raposa (“mamífero carnívoro de cauda peluda, grande predador de aves”) olhando para uvas maduras ou verdes depreciam os animais. Não os podemos comparar a uma pessoa astuta ou os assemelhar aos áulicos que rodeiam os políticos, governantes e chefões de organizações diversas, por exemplo. Todos os animais não sabem puxar o saco de semelhantes e jamais protegeriam as próprias crias se em desacordo com a ética e a decência da floresta...
Concordo com os exemplos como o do pequeno amigo passarinho na gigantesca tarefa de tentar apagar o fogo ateado irresponsavelmente na floresta. Todavia, as ações inócuas deveriam ser trocadas pela efetiva batalha coletiva, principalmente da conscientização e educação ambiental, além da luta em prol de um Planeta sem a violência, a miséria e a guerra que aí estão diariamente noticiadas. Sem a união de todos na busca por um Mundo melhor, perecerão todos os animais... inclusive os denominados racionais que promovem a absurda destruição da maior e melhor amiga que temos: a mãe Terra.
Ao nosso Planeta, então, as minhas homenagens neste festivo Dia do Amigo.
Vacinado contra a opinião de frustrados maus empresários, fazendeiros, sojeiros, enfim, dos destruidores do meio ambiente (ressalto, novamente, que há poucas exceções), posso afirmar que a humanidade deveria exercer o seu poder de comunicação, de raciocínio e de sapiência (?) contra os males criados por ela mesma, exordialmente acabando com a exploração sem medida dos não renováveis recursos do Planeta, com destaque para a água. Alguém se lembra da história das barragens feitas por fazendeiros? Da desenfreada utilização do precioso líquido nas minas e outros locais? Só caminhar na direção dos interesses econômicos, exclusivamente, como pensa a maioria descompromissada com a própria vida, está agindo como a desorientada vaca que segue, solenemente e inexoravelmente, para o brejo... O fim.
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DIVINA CONSTRUÇÃO
Debruçado na janela da Casa observo que fui o arquiteto dos meus sonhos e caminhos.
Voltado o olhar para dentro vejo a grande Porta e noto os meus erros e descaminhos.
Que eu tenha ainda o tempo nesta passagem pela Terra, de sentir o santo Aprendizado,
Pois, na eterna final avaliação, Observadas as minhas obras, serei vitorioso ou reprovado.
Vitorioso: permanecerei na Origem, trabalhando na Luz Universal. Reprovado: voltarei a Casa, ao recomeço do Bem ou do Mal.
Que a Divina Luz do perfeito Espírito de Ana (Padroeira, Protetora e verdadeira Amiga dos obidenses) atinja a todos nós e ilumine os nossos caminhos “no pelejar da vida atroz”.
Belém (PA), Dia do Amigo, 20 de julho de 2009 João Imbelloni
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