Crônica  de  Hugo Antônio Ferrari                                                                               11/04/2005

 

FESTA NO CÉU PARA O PAPA DA PAZ
Hugo Antônio Ferrari

Apesar de ser a coisa mais natural e inevitável,  o mundo não queria a morte do Papa João Paulo II! Foi um dos Papas mais queridos  e carismáticos que a caminhada da igreja católica já conheceu, transformando o seu pontificado numa ação permanente em favor da paz e da unidade.  O falecimento do Papa consternou a humanidade inteira que rezou - junto com os segmentos das diversas religiões - pela recuperação de sua saúde.  Prevaleceu, entretanto, a santa vontade de Deus. Sua missão já havia terminado!

Agora, o céu está em festa com a chegada de João Paulo II.  Jesus, Nossa Senhora, os santos, as santas, e toda a milícia celeste se alegraram  com a volta do Papa a Casa do Pai. No sermão feito por Jesus, ao saudar a presença de João Paulo II no paraíso, o Divino  Mestre reconheceu a grandiosa obra de seu servo querido  que lutou, até os últimos momentos de sua vida terrena,  pela fraternidade entre os povos.  Disse ainda Jesus: O mundo ficou com o seu exemplo, com o seu legado, precisando apenas ser seguido por todos, em toda parte, para termos certeza da vida nova que há de vir. Ao falar, João Paulo II foi enfático:  Meu Senhor e meu Deus, procurei fazer na terra  a Vossa vontade, para que nos amassemos mutuamente.  Foi difícil, pois os conflitos continuam, as desigualdades persistem, a miséria assola, o fanatismo assusta, e a morte estúpida continua a ceifar vidas todos os dias. Visitei todos os continentes pregando a Vossa Santa Palavra, inclusive indo muitas vezes a Palestina, onde o Senhor nasceu, sofreu,  foi crucificado e morreu por nossas culpas para que tivéssemos vida eterna, porém, infelizmente, aquela região,  permanece palco de uma luta sangrenta entre Israel. Fiz o que me foi possível, enquanto minhas forças permitiram. Era o fim do meu papado se aproximando. O meu sucessor, que brotará do Vosso Divino Espírito Santo, deverá continuar a Vossa obra, da qual será apenas instrumento. Foi pela paz, pela justiça,  pela liberdade, pela família, pela juventude, pelos pobres, pelos oprimidos, pelos injustiçados, pelos doentes, pela preservação da vida, que o meu prontificado trabalhou com toda a igreja. Daqui do alto dos céus, vou continuar  rezando, orando, intercedendo, para que o amor vença o ódio e a paz prevaleça. Pena que esse meu encontro definitivo com o Pai, não tenha sido televisionado para a terra. Mas para cada um de nós que acreditamos na imortalidade, e continuamos a nossa peregrinação neste mundo, sabemos o quanto tudo isso é verdade. No final, o Santo Padre João Paulo II exclamou: Muito lindo é o céu a espera de todos os meus irmãos!

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