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Crônica de Hugo Antônio Ferrari 04/07/2010 |
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UM SANTO CHAMADO DOM ZICO Toda vez que olho para Dom Zico - Arcebispo Emérito de Belém -, vejo-o com o semblante de um santo, tal a sua postura sempre serena de quem realmente somente semeou o bem no decorrer da sua vida sacerdotal e religiosa. Seu olhar transmite paz de que tanto necessitamos, na certeza de que um novo mundo será possível, bem longe da violência dos dias atuais. Os santos e santas são eleitos pelo povo! Cabe apenas ao Vaticano canonizá-los quando os milagres acontecerem por suas intercessões. Ninguém precisa morrer para começar a viver a santidade aqui na terra. Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Frei Galvão, viveram a bem-aventura, sobretudo, entre o povo mais sofrido. Aqueles que já foram chamados para a santidade, e que hoje estão no céu, passaram por provações que recomendaram suas subidas aos altares da Santa Igreja. Cada um e cada uma com a sua missão cumprida. Dom Joaquim Vicente Zico foi um notável anunciador do Evangelho de Jesus Cristo através da implantação da Rede Nazaré de Comunicação. Hoje, a palavra de Deus, chega com facilidade aos mais longínquos rincões desta Amazônia, graças ao trabalho dedicado de Dom Zico e de toda a sua equipe que o ajudou nessa histórica conquista. Após transferir a Arquidiocese de Belém para as mãos de Dom Orani João Tempesta - atualmente Arcebispo do Rio de Janeiro -, Dom Zico decidiu continuar morando em Belém, cuja cidade a adotou como sua. Por isso, dificilmente se acostumaria em outro lugar, nem mesmo em Minas Gerais, seu próprio Estado natal. O seu amor pela capital paraense é público e notório. É impressionante o carinho que todo paraense tem por Dom Zico. Até mesmo o nosso recém-chegado Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, não esconde a sua admiração por esse Servo de Deus que vive a humildade que a todos cativa. Qualquer um de nós somos candidatos naturais à santidade, desde que façamos à vontade de Deus. Nossas ações precisam traduzir amor, simplicidade, caridade, perdão, justiça, a fim de que o nosso semelhante seja amado e valorizado. Todos os santos e santas, por certo, também foram pecadores como qualquer um de nós. A diferença, é que sofreram profunda conversão de total entrega ao Reino de Deus. Cumpriram a risca os Mandamentos do Senhor que nos apontam os caminhos seguros a serem seguidos. Os nossos santos e santas percorreram com fidelidade essa trajetória rumo ao céu. Com Dom Zico, até agora, não tem sido diferente. Apesar da idade, continua com o mesmo ardor missionário com o qual abraçou a causa de Jesus Cristo, assegurando, portanto, a santidade que lhe está reservada.
Obrigado, Dom Zico, por tudo o que o senhor fez pelo povo
paraense. Nossa Senhora de Nazaré é testemunha ocular desse
magnífico trabalho realizado! ÓBIDOS (PA), 05 JUN 2010 HUGO ANTÔNIO FERRARI
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