| Crônica de Hugo Antônio Ferrari 17/08/2005 |
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A Rede Globo de Televisão, mostrou para o Brasil inteiro, nos seus telejornais, o horror que as bombas atômicas causaram em Hiroxima e Nagazaki, no Japão, no fim da segunda grande guerra. Foram depoimentos de sobreviventes que viram o inferno aqui na terra! Aos sessenta anos dessa tragédia, e as bombas ainda não pararam de cair sobre o planeta. Ontem foi no Vietnam, hoje no Iraque, não estando descartado o amanhã - em outros paises - já que a corrida armamentista não para de crescer, ameaçando a humanidade, refém de uma política ambiciosa das grandes potencias, que não querem desarmar as fábricas de mortes - muito pelo contrário - investem pesado nessa disputa sinistra que a todos apavora e preocupa. Será que o exemplo de destruição deixado por tantas bombas que já explodiram no mundo, não consegue fazer com que a paz aconteça de verdade? Vive-se agora com o pânico do terror, onde o próprio ser humano empresta o seu corpo, que se transforma numa bomba, matando inocentes, como forma de expor a prática de ideologias extremistas, fanáticas, diabólicas, que não poupam a vida, espalhando a morte. Pelo que tudo indica, o mundo não aprendeu a lição deixada pelas bombas de Hiroxima e Nagazaki, bem como o horror do holocausto praticado pelos nazistas contra os judeus. Os apelos pela paz são constantes, mas a preferência pelas armas de destruição em massa ainda continua a seduzir muitas nações, dentre elas, os Estados Unidos - a maior potencia bélica da atualidade - que já sofreu na própria pele a catástrofe do fatídico 11 de setembro de 2001, sepultando milhares de vítimas, como resposta ao Governo Americano perpetrado pelo seu maior inimigo: Osama Bin Laden, que continua a espalhar pânico e morte entre os povos. O homem, ao mesmo tempo em que é dotado de grande inteligência - responsável pelos maiores avanços tecnológicos em todos os sentidos - não abre mão de criar o seu próprio fim de forma macabra. Já imaginaram se toda essa inteligência fosse aplicada em favor do bem, do amor, da fraternidade, da vida? Não teríamos a miséria que temos; a fome que temos; as doenças que temos; a violência que temos; sem ver mais tanto ódio, tanto rancor, tanto desamor, tanto sangue derramado, enfim, não teríamos mais tanta tristeza e sofrimento. A felicidade poderia estar presente nos semblantes das pessoas, das crianças, ao invés de lágrimas e desolação. Chega de bombas! |
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