| Crônica de Hugo Antônio Ferrari 13/08/2005 |
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O jornal “Folha de Óbidos” - sem a participação do Célio Simões e do Ademar Amaral - não seria a mesma coisa. Não estou absolutamente desmerecendo os outros colaboradores - que por sinal - também enriquecem o nosso jornal. A diferença, está no estilo de como os dois escrevem. Não é fácil manter uma memória tão retentiva, fértil, e lembrar fatos curiosos que marcam épocas, contadas minuciosamente pelos dois. Mas a memória de escritor, geralmente é privilegiada! Dificilmente falha, e os seus escritos ficam para a posteridade. Quem não gosta de ver o Célio narrar tantos fatos pitorescos? E o Ademar falando sempre da sua paixão maior - o velho Paraná de Dona Rosa? Quanto ao tamanho os contos, impossível ser diferente, pois se assim não fosse, os leitores não saberiam de todos os detalhes de um passado que nos trás muitas lembranças, da velha Óbidos dos tempos idos, onde tudo parecia puro, sem maledicências, sem os avanços tecnológicos do momento, do sentar nas calçadas com a família, com os amigos, com os compadres, com as comadres, sem medo de assaltos, enfim, tempo onde se respirava paz com abundancia. Obrigatoriamente, quando lemos Célio e Ademar, sem querer, nos transportamos para esse passado de gratas recordações, testemunha ocular de uma bonita e inesquecível trajetória de vida. Pela intimidade com a arte de escrever demonstrada por Célio e Ademar, é importante frisar que ambos já colaboram, há bastante tempo, dando-nos exemplos de vivencia e, sobretudo, contribuindo em favor da formação de uma nova sociedade que precisa, cada vez mais, ser atualizada, participativa, e que nada mais pode elevar o conhecimento, o caráter, do que fazer da própria leitura um hábito constante e altamente salutar. Para quem gosta de escrever, como o Célio, Ademar, e tantos outros, carregam essa responsabilidade de formar opinião. Por outro lado, nos alegra sobremaneira, o fato de Célio e Ademar serem nossos conterrâneos, e que só fazem engrandecer o nome da nossa terra com postura de pessoas sérias, idôneas, que saíram daqui e bravamente ganharam o mundo, mostrando a fibra do obidense, que trás na alma o melhor dos sentimentos. A exemplo de Célio e Ademar, muitos outros enchem a todos nós de orgulho, pois sabem honrar suas origens, suas raízes, e não a escondem de ninguém - muito pelo contrário - fazendo questão de dizer sem constrangimento que são de Óbidos, protegidos de Sant’Ana - nossa Excelsa Padroeira - que vai continuar cumulando de graças e bênçãos as gerações que estão a caminho em busca de espaço, num mundo cada vez mais competitivo, desigual, onde apenas o saber, a inteligência, a probidade, e a vontade de vencer fazem a grande diferença, rumo a vitória. Célio e Ademar: continuem escrevendo. É como vocês melhor se identificam. Está no sangue. Não podem parar. E nós, leitores, vamos continuar não somente aplaudido como também lendo sempre vocês. Parabéns! |
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