Crônica  de  Hugo Antônio Ferrari                                                                                                                                  11/04/2009

VIVEMOS SOB TEMORES

Hugo Antônio Ferrari

 

Não podemos esquecer que, infelizmente, vivemos sob fortes e constantes temores.

 

Temores da violência diária que não pára de fazer novas vítimas.

 

Temores das tragédias que ocorrem na natureza deixando rastros impressionantes de destruição e mortes.

 

Temores das armas nucleares que assustam pelo impressionante poder devastador, capaz de exterminar a Terra.

 

Temores dos inesperados “massacres” que surpreendem pela covardia com que são perpetrados, em que inocentes morrem sem qualquer possibilidade de defesa.

 

Temores dos regimes que tiram a liberdade dos povos, onde muitos mandatários desejam se eternizar no poder, comprometendo esse princípio básico a que todos têm o inalienável direito em desfrutá-lo.

 

Temores dos estragos que a miséria e a fome causam ao ser humano.

 

Temores pela constante agressão ao meio ambiente, conseqüência da insensatez que persiste.

 

Temores de que a nossa exuberante e encantadora Amazônia não resista mais as ações criminosas que permanecem ameaçando a sobrevivência desse verdadeiro “tesouro”, comprometendo seriamente o futuro da própria humanidade.

 

Temores da atual crise econômica mundial que já está impondo grandes sacrifícios - sobretudo aos menos favorecidos -, impedidos que estão em  desfrutarem um pouco mais de dignidade.

 

Temores pela precariedade em que se encontra a saúde brasileira, onde hospitais e prontos-socorros não atendem como deveriam os doentes desesperados em busca de tratamento.

 

Temores pelos desmandos praticados contra o erário público, prejudicando melhorias indispensáveis que deixam de acontecer em favor da coletividade.

 

Temores pela falta de mais justiça para punir os que abusam dos direitos do povo.

 

Temores pelo avanço dos crimes de pedofilia que continuam infelicitando crianças e adolescentes.

 

Temores pela indiferença para com o próximo que fica sempre a espera da nossa solidariedade.

 

E qual a receita para vivermos sem temores? Primeiramente, conviver em harmonia com Deus e os nossos semelhantes, respeitando as leis que garantam uma existência mais pacifica, uma vez que toda causa tem o seu efeito. 

  

No momento em que aprendermos a respeitar e amar verdadeiramente o nosso próximo - bem como o Planeta em que habitamos -, começaremos a colher os benefícios que advirão desse nosso sensato comportamento.

 

Agora, se assim não for, preparemo-nos para enfrentar graves situações que não poderemos nem avaliar suas sombrias conseqüências, cujos culpados seremos nós mesmos diante de nossas condenáveis atitudes, daí surgirem os nossos vários temores.  

 

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ÓBIDOS (PA), 10 ABR 2009

 

 

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