Crônica  de  Hugo Antônio Ferrari                                                                                                          27/01/2009

NADA SUPERA O AMOR

Hugo Antônio Ferrari

 

O amor é o sentimento mais nobre e perfeito para ser desfrutado nesta vida.

 

Não foi à-toa que Jesus sempre nos exortou para que nos amassemos mutuamente.

 

Mesmo assim relutamos em amar, sobretudo aqueles que nos são tão caros como a nossa própria família.

 

Se soubéssemos o quanto faz bem à nossa alma quando proferimos palavras amáveis aos outros, acredito que o nosso relacionamento se tornaria muito mais amistoso.

 

No decorrer da nossa vida perdemos muitas oportunidades de externar o nosso amor.

 

Parece até que o respeito humano nos impede de fazê-lo.

 

Muitas vezes amamos somente no nosso íntimo tomado de timidez.

 

Precisamos vencer a nossa frieza em determinados momentos para nos tornarmos mais autênticos e solícitos.

 

Nos fechamos e não demonstramos abertamente a nossa afetividade para com os nossos irmãos.

 

Mas como os nossos pensamentos voam, quem sabe não será possível fazê-los chegar ao destinatário através da telepatia?

 

Até mesmo em família - por pura inibição -, não temos o costume de nos abraçar, de nos beijar, de extravasar as nossas emoções.  

 

Muitas vezes parecemos ser mais estranhos do que íntimos, deixando escapar as oportunidades para demonstrar e solidificar o nosso amor.

 

Os que não amam, infelizmente, não vivem o milagre da vida, passando apenas pela obscuridade do tempo.

 

Já ao praticarmos mais ações amorosas, estaremos contagiando o próprio universo a se tornar mais humanizado, espalhando o amor de que tanto a nossa existência necessita.  

 

Somente a força do amor será capaz de superar a violência, o ódio, que vem tirando a nossa paz.

 

Em certos paises, existe um costume muito antigo e bonito, onde os homens ao se cumprimentarem trocam até beijos.

 

Então, está provado de que o beijo, o abraço, são formas de exteriorizarmos com profundidade todo o nosso amor, o nosso carinho.

 

Maridos beijem suas esposas. Esposas beijem seus maridos.

 

Pais e mães beijem seus filhos. Filhos beijem seus pais.

 

Namorados, beijem-se à vontade, na certeza de que o amor será a grande força a romper as barreiras da insensatez. Só os machistas resistem ao beijo.

 

Amigos cumprimentem-se e abracem-se entre si, mostrando o valor da amizade.

 

Que ninguém perca mais a oportunidade de se abraçarem, de se beijarem, a fim de colherem os frutos advindos desses gestos tão sublimes.

 

A “Oração da Família” cantada por Padre Zezinho retrata com absoluta fidelidade a importância e o valor da família na sociedade.

 

O beijo é divino! É o símbolo do amor, da humildade, da sinceridade, confirmando também para a eternidade as uniões conjugais consagradas aos pés do altar do Senhor.

 

Não é o beijo de traição dado por Judas em Jesus. O beijo tem que ser sincero e não interesseiro, falso.

 

Devemos sentir alegria e não vergonha em beijar sempre e cada vez mais os nossos semelhantes.

 

Tem sido através do beijo a consolidação de uma convivência pacífica e harmoniosa entre as famílias e os amigos.  

 

Muitos animais também se beijam, mostrando que o beijo é o sinal vivo do amor.

 

O inconfundível e inesquecível Papa João Paulo II encantou o mundo ao beijar de joelhos - em primeiro lugar -, o solo do país a ser visitado.

 

Viram só quanta beleza contida nesse gesto histórico praticado pelo Santo Padre?

 

Que todos nós possamos fazer do beijo, do abraço e do perdão, armas poderosas para a transformação da Terra em que vivemos.

 

Com isso, os arsenais de guerras serão desativados naturalmente sem ter mais qualquer sentido suas ações.

 

Mas, para isso, precisamos acreditar piamente no poder transformador do beijo, do abraço e do perdão.

 

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ÓBIDOS (PA), 25 JAN 2009

 

 

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