| Crônica de Hugo Antônio Ferrari 18/12/2008 | |
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A CRIMINALIDADE CONTINUA SOLTA Hugo Antônio Ferrari
O Brasil está mergulhado na criminalidade como nunca. São crimes bárbaros que nos deixam perplexos e preocupados.
Nossa Belém também, ultimamente, tem sido palco de assassinatos cruéis e violentos.
O conceituado e estimado médico cardiologista Dr. Salvador Nahmias, foi brutalmente morto após sofrer um assalto.
Em São Paulo - da mesma forma -, uma competente médica ginecologista perdeu a vida por conta da violência incontrolável que tomou conta do nosso País.
Dois profissionais que dedicavam suas vidas em favor do bem-estar das pessoas desapareceram estupidamente deste mundo.
E como deverá ser o Natal e o Ano-Novo das famílias dessas duas vítimas? Por certo muito triste a exemplo de tantas outras que perderam seus entes queridos para a violência praticamente generalizada.
Por mais esforço que os governos (federal e estaduais) façam, não conseguem debelar o aumento vertiginoso do crime que cada vez se mostra mais organizado e violento.
É preciso mais investimento na prevenção, na educação, na saúde, no laser, bem como reduzindo os elevados índices de pobreza, combatendo com rigor a corrupção, a impunidade, as gritantes desigualdades sociais que tiram a oportunidade de muita gente melhorar de vida, refletindo num clima negativo para o País, propiciando a escalada vertiginosa dos homicídios.
É muito triste ver a vida humana perdendo o seu valor a cada momento. Não se preserva mais o maior dom criado por Deus.
Ninguém tem o direito de ceifar a vida do seu próximo sob qualquer pretexto, notadamente de forma covarde e traiçoeira como vem acontecendo.
Não se pode mais ir e vir com segurança a lugar nenhum. Não sabemos o que nos espera na próxima esquina.
Como viver assim sobressaltado, pensando em ser a próxima vítima? É esse sentimento de medo, de insegurança, de pavor, que atualmente domina a família brasileira.
Está ficando muito difícil saber quem é do bem e quem é do mal.
Passamos a confundir as pessoas. A primeira vista todas nos parece perigosas e repletas de más intenções, tal o estado de pânico que se instalou em toda parte.
Quando devíamos nos amar mutuamente com disse Jesus, nos deparamos com a brutalidade solta pelas ruas das nossas cidades.
Perdemos a nossa liberdade, cujo direito nos é assegurado por lei e que não se respeita mais.
Temos receio de sair de casa, de nos divertir, de ir às praças, aos bancos saldar compromissos, sacar dinheiro, ao comércio fazer compras, às igrejas rezar, enfim, a qualquer ambiente.
Tudo nos induz a enfrentar perigo iminente como assalto, bala perdida, confusão, etc.
Ao viver desse jeito perdemos vida. Nosso estado emocional passa a descarregar “adrenalina” na nossa corrente sanguínea causando prejuízos à saúde.
Sinceramente, não é esse modo de viver perigoso que a vida nos reservou. Ter vida em plenitude como Jesus nos assegurou, é um direito inalienável de todo cidadão.
Apesar da maioria da população ser obrigada a conviver com os mais diversos desafios para continuar sobrevivendo diante de tanta dificuldade - em especial para os mais necessitados -, ainda está sujeita a enfrentar as conseqüências imprevisíveis causadas pela violência.
O ser humano, que nasceu para ser livre tal qual os passarinhos, não suporta mais continuar preso física e psicologicamente por conta desse clima hostil.
Muitas residências se transformaram em verdadeiras fortalezas protegendo-se dos assaltos. Todos estão apavorados, fazendo o que podem para escapar das armadilhas.
A sensação que temos, é como se estivéssemos permanentemente numa disputa sangrenta, sem saber a hora em que seremos atacados.
É essa dura realidade que a população vem enfrentando permanentemente.
São brasileiros matando brasileiros. Isso tem que acabar o mais rapidamente possível.
A paz, a que todos temos direito em desfrutá-la, nos está sendo roubada diariamente pela insegurança que vem predominando.
Mesmo em meio a todas essas mazelas, nada justifica alguém tirar a vida do seu semelhante de forma brutal e inconseqüente como vem ocorrendo.
Então, supliquemos ao bom Deus para que possa iluminar e proteger a todos - sobretudo os maus intencionados -, a fim de que a violência deixe de existir, dando assim lugar ao amor e a fraternidade que deve prevalecer para a nossa própria felicidade.
Não deixemos que o demônio - principal destruidor da vida humana - continue espalhando sangue e morte sobre o Brasil e o resto do mundo.
Que a nossa vida seja respeitada e preservada sempre. Esse é o nosso maior desejo. Assim seja!
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ÓBIDOS
(PA), 15 DEZ 2008 Também no:
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