Crônica  de  Hugo Antônio Ferrari                                                                      14/09/2008

MEU DEUS, QUANTA VIOLÊNCIA?

Hugo Antônio Ferrari

 

Praticamente a cada noticiário, nos deparamos com cenas de violência as mais chocantes que deixam a população brasileira estarrecida, perplexa, diante da brutalidade com que são praticadas.

 

O pior de tudo, é que muitos desses crimes são executados dentro de casa pelos próprios pais, padastros, madastras, e demais familiares.

 

Já são milhares de crianças no Brasil que sofrem os mais variados tipos de agressões, sem que possam se defender.

 

Como já não bastasse a violência diária praticada em todo o País, onde a população vive acuada por falta de mais segurança, ainda temos que tomar conhecimento das atrocidades praticadas em muitos lares, tendo sempre a criança - por ser indefesa - como principal alvo para satisfazer a insanidade mental de verdadeiros “monstros” que jamais tiveram vocação para gerarem seus filhos.

 

Por que matar ou violentar o próprio filho de forma covarde como muitos o fazem?

 

Filho é uma benção, uma graça concedida por Deus. Ninguém tem o direito de sacrificar um ente tão querido e amado de forma truculenta. Nada pode justificar a violência praticada contra qualquer pessoa, sobretudo uma criança totalmente indefesa. Já não chega o aborto?

 

É preciso que seja intensificada a proteção tutelar das nossas crianças, notadamente contra os freqüentes abusos - dentre eles o estupro -,  e seus autores rigorosamente punidos na forma da lei.

 

Por outro lado, as mulheres também são vítimas de maus tratos praticados por maridos estúpidos, covardes, que não sabem valorizar o trabalho árduo de suas esposas, de suas companheiras.

 

Onde está o amor? Por que as pessoas se deixam dominar pelas tentações a ponto de cometerem crimes inconcebíveis?

 

A violência no Brasil tornou-se a pior de todas as preocupações da sociedade.

 

O medo, o pânico, está tirando a paz das nossas famílias. Vivemos assustados, preocupados. E o nosso direito a uma vida feliz, como fica?

 

Brasil, um País tão bonito, rico, mergulhado numa violência sem fim. Mata-se pelo simples prazer de matar.

 

Precisamos todos fazer um pacto com Deus, a fim de que possamos reduzir ao máximo o índice de criminalidade que vem tirando o sossego de muita gente.

 

Só de assistir tantas tragédias pelos meios de comunicação, ficamos assustados, tristes e apreensivos.

 

Afinal, somos sensíveis, já que não existimos para atentar contra a vida do nosso próximo, mas sim para preservá-la, respeitá-la.

 

Não foi esse o projeto de Deus quando nos criou. Disse que nos amassemos uns aos outros, e que também nos perdoássemos mutuamente.

 

Infelizmente, esses preceitos não estão mais sendo observados como deveria ser, daí o assombroso crescimento dos assassinatos, das hostilidades.

 

Chega de violência, de mortes. Amemos a vida!

 

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ÓBIDOS (PA), 10 SET 2008

 

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