| Crônica de Hugo Antônio Ferrari 05/08/2008 | |
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RIGOR NOS CRIMES AMBIENTAIS Hugo Antônio Ferrari
Uma nova legislação deveria considerar crime hediondo, inafiançável, aqueles que continuam atentando contra a natureza, como forma de se preservar o que ainda resta das nossas reservas ambientais.
No caso específico do Brasil, o grande desafio, é que não se observa as leis do IBAMA. Além de o Órgão estar desprovido de recursos para uma melhor fiscalização, não consegue impedir a escalada da destruição.
Tudo isso, é o resultado do clima de impunidade que domina o nosso País, daí a necessidade de uma legislação mais austera.
Dessa maneira, a máquina da devastação não para de funcionar, dizimando violentamente o nosso meio ambiente.
Por outro lado, os cientistas afirmam que a destruição da Terra já está se tornando praticamente irreversível, caso não aconteçam medidas urgentes e inadiáveis para se evitar o pior que pode estar por vir. Constatamos essa triste realidade, nas seguidas tragédias que vêm ocorrendo na natureza.
Já a Amazônia - em função da sua galopante depredação -, vem perdendo força para continuar protegendo o mundo. O ar poluído - sobretudo nas grandes cidades -, é uma prova inquestionável.
A grande verdade, é que não se respeita mais nada em se tratando de preservação ambiental.
Em função da fragilidade da atual legislação preservacionista, teremos a formação de grandes desertos, bem como o assoreamento dos nossos rios. Esse anunciado desastre ecológico não está descartado de acontecer em vários pontos do nosso País.
Tudo isso que está ocorrendo com o Planeta Terra é numa velocidade luz. Não será o prenúncio daquilo que biblicamente chamamos de “fim dos tempos”?
E quem duvida mesmo dessa realidade? Não dá para se entender de outra forma, diante de como o nosso meio ambiente vem sendo tratado.
Quem destrói a natureza, acaba com a vida! E é exatamente isso que está acontecendo.
Para as autoridades mundiais, infelizmente, parece ser tudo normal. Pois se fosse diferente, providencias enérgicas já teriam sido adotadas há muitos anos atrás, evitando-se assim a ocorrência dos prejuízos que a insensatez humana vem causando diariamente, colocando em risco as próximas gerações de brasileiros, como, também, o restante da própria humanidade.
Ver o Brasil, e, particularmente a Região Amazônica ser apontada pelos cientistas como a grande esperança para a sobrevivência dos povos, já não está fazendo mais tanto sentido assim.
A ganância descabida, não está mais permitindo que a vida continue o seu curso naturalmente.
Erroneamente, pensava-se que tudo o que existe aqui entre nós fosse eterno, e que jamais sentiríamos falta de nada, podendo destruir a vontade tudo o que está à nossa volta. Só que, a natureza, necessita de longo tempo para se refazer dos danos sofridos, se a deixarmos em paz, o que parece ser bastante difícil de acontecer.
No momento em que tudo parece ficar mais claro, da para perceber uma maior preocupação com os destinos da natureza, cansada de ser explorada de forma irracional.
Somente um grande esforço, notadamente por parte dos países mais devastadores e poluentes - dentre eles o Brasil -, poderia haver uma reversão nesse caos eminente que a todos preocupa.
Agora, se a dureza de alguns Chefes de Estado, e o interesse financeiro descabido permitir, talvez possamos adiar - ou quem sabe até evitar o acontecimento dessa grande catástrofe que paira sobre o nosso Planeta.
Que Deus salve a Terra da sua total destruição! Entretanto - para isso acontecer -, necessitamos fazer a nossa parte: parar de destruí-la urgentemente.
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