| Crônica de Hugo Antônio Ferrari 20/05/2008 | |
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SESSENTA ANOS DE ISRAEL Hugo Antônio Ferrari
Tinha apenas quatro anos de idade quando foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) o Estado de Israel em pleno Oriente Médio, já no final da segunda grande guerra.
O Brasil teve participação decisiva nesse episódio histórico, através do então Embaixador Osvaldo Aranha.
Hoje - esse país -, tornou-se uma potência bélica e econômica.
Gente que sofreu horrores com o holocausto dos nazistas durante o último conflito mundial - onde mais de seis milhões de judeus foram cruelmente assassinados - se firmou como Nação forte, mesmo em meio aos seus piores inimigos com os quais faz fronteira.
Na vitoriosa guerra dos “seis dias” em 1967 com seus vizinhos, Israel aumentou seu território - o qual -, dificilmente será devolvido por questões de segurança, já que as hostilidades não param.
Povo errante, procurou durante séculos o seu próprio lugar até encontrá-lo, e, assim, transformá-lo no exemplo que Israel representa atualmente para o mundo.
País que desenvolveu tecnologia de ponta própria para superar as adversidades da região desértica em que está situado, tornou-se referência internacional.
Avanços significativos nas diversas áreas - notadamente na educação -, transformaram Israel no grande país que é.
Raça escolhida - segundo a Bíblia -, além de possuir uma inteligência nata, dificilmente se vê um judeu analfabeto ou pobre na verdadeira acepção do termo.
São exímios economistas! As maiores fortunas do Planeta procedem de origem judaica, por fazerem do trabalho a razão de suas vidas e o respeito que devotam ao dinheiro, daí serem bem sucedidos financeiramente falando.
Na comunidade científica, lá estão eles também de alguma forma contribuindo para o progresso da humanidade.
Em Óbidos, a presença de três famílias judaicas impulsionou o desenvolvimento econômico do Município: Chocron, Hamoy e Belicha.
Com a diminuição dos seus negócios, a população foi duramente atingida, já que suas empresas geravam divisas e muitos empregos.
Presentemente, apenas descendentes de Chocron e Belicha, na pessoa dos filhos Fortunato e Marcos Jaime continuam em plena atividade, mantendo praticamente o mesmo sistema comercial, a exceção da juta e madeira.
Foram momentos áureos vividos pela economia obidense.
O Porto de Óbidos, é testemunha ocular desse passado fértil por onde escoava as nossas riquezas destinadas ao mercado interno, bem como para o exterior.
A única coisa a lamentar nesses sessenta anos de fundação de Israel, são os embates existentes no Oriente Médio.
A busca pela paz deve ser o grande objetivo a ser alcançado, a fim de se evitar novos confrontos e mortes.
O “Globo Repórter” especial exibido em 16.05.08 pela Rede Globo de Televisão em alusão a essa auspiciosa comemoração, mostrou o moderno Israel e como vive a sua população.
Terra onde Jesus nasceu, o Oriente Médio guarda relíquias que marcaram o início da civilização.
Esse acervo religioso não pode e não deve jamais ser destruído por caprichos, para não apagar a história dos povos.
Que o bom Deus que é de todos, possa iluminar os governantes a formarem um pacto pela paz de que tanto o mundo está precisando.
E que essa paz tão esperada e necessária venha do Oriente em sinal de respeito ao Filho de Deus que lá nasceu para o bem de toda humanidade.
Parabéns aos israelenses e seus descentes pelos sessenta anos de fundação de Israel como Nação livre e soberana.
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