Crônica  de  Hugo Antônio Ferrari                                                                               16/07/2005


MORALIDADE JÁ!
Hugo Antônio Ferrari

O exemplo do movimento histórico pelas "diretas já", que contagiou o Brasil, bem como o afastamento  do ex-Presidente Collor, mostraram claramente que quando o povo se dispõe por uma causa justa e  patriótica, as coisas realmente acontecem! O país ficou mobilizado nessa época, e os estudantes de "cara pintada" com as cores nacionais,  tiveram papel fundamental nesse episódio.

O Brasil não pode mais continuar sendo vitima, refém, de esquemas fraudulentos que não param de ocorrer! Os últimos acontecimentos registrados no Congresso Nacional, onde alguns parlamentares estão  sendo apontados em atos ilícitos, traindo o mandato que lhes foi confiados,  têm que acabar. É preciso uma reação nacional em todos os segmentos da sociedade. Ninguém mais deve ficar de braços cruzados - assistindo apenas indignado pela imprensa - o tamanho da corrupção que  vem se abatendo  sobre o nosso país. O povo precisa dizer com todas as letras para esses aproveitadores do dinheiro público, que esta Nação não pode mais continuar apenas existindo para esses desonestos, que estão com suas contas bancárias abarrotadas, enquanto o resto da população morrendo à mingua, sem comida, sem moradia, sem educação, sem saúde, sem salário digno, sem nada.

Movimentos pela moralidade devem acontecer nos colégios, nas universidades, nas igrejas, (todas), nos sindicatos, nas associações de classe, enfim, em toda parte, a fim de mostrar para esses aproveitadores,  que o povo brasileiro não suporta mais a situação em que estão deixando este país. Nada é mais forte que o povo! Nem governo, nem congresso, nem  tribunais. Todos esses órgãos são constituídos em nome do povo e para defendê-lo. Lamentavelmente, a situação está totalmente  invertida, e a população cada vez mais penalizada. Defendo essa mobilização dentro do espírito democrático em que vivemos  - sem qualquer violência - pois acredito que somente uma grande conscientização popular, será possível mudar os rumos dos acontecimentos. Um povo esclarecido é outra coisa, pois na hora de votar, saberá melhor avaliar os candidatos, acabando com o  sério oportunismo que se instalou nas eleições e  em todas as esferas do poder.

Se não mudarem as leis da justiça, podem fazer quantas CPI's quiserem. E tem sido  exatamente pela fragilidade das nossas leis  que os infratores e criminosos gozam  de regalias, continuando a  tripudiar sobre as pessoas de bem. Lembram da CPI dos "Anões do Orçamento?"  Foi alguém condenado? Devolveram o que roubaram?  Não me lembro!  Apenas aconteceram algumas cassações, entretanto,  os prejuízos causados ao país  não foram recuperados.  O finado Deputado João Alves,  dizia que os seus bens eram oriundos de seguidos prêmios ganhos na  loteria pela bondade de Deus. Tem sido praticamente assim, o resultado das CP!'s, frustrando a opinião pública. Vamos agora  aguardar o resultado das  CPI's dos "Correios" e  do Mensalão!" O Congresso Nacional precisa  urgentemente ganhar credibilidade suficiente para fazer o povo acreditar realmente nos seus integrantes, cujos interesses do Brasil devem estar  sempre acima das  acirradas  disputas partidárias  por ministérios, presidências de
 estatais e demais cargos - onde geralmente as crises ocorrem -, gerando os constantes desmandos e desentendimentos. O Presidente da República não pode perder a  sua liberdade e  autoridade de formar o seu governo! Deputados e Senadores foram eleitos para fiscalizar a aplicação correta do dinheiro do povo, e não trocar apoio governamental  em proveito próprio. A garantia da tal governabilidade, é pretexto para beneficiar partidos políticos loucos por ministérios. Já a  mobilização nacional em favor da moralidade, deve ser encarada como a única saída para uma renovação da classe política brasileira. Fica, quem ostentar esses predicados. Já os oportunistas, desaparecerão do cenário político naturalmente, pois dificilmente  se corrompe um  povo politizado e bem informado.  Vamos experimentar?

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