| Crônica de Hugo Antônio Ferrari 25/01/2008 | |
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AMAZÔNIA AGONIZANTE Hugo Antônio Ferrari
Nós, brasileiros, assistimos com profundo pesar a destruição da Amazônia que, no que concerne a sua potencialidade - lamentavelmente em franca decadência - nunca recebeu dos governos passados à devida atenção que garantisse a sua integridade, ficando à mercê dos constantes desmatamentos inconseqüentes.
Nem o próprio governo do Presidente Lula ainda não conseguiu desenvolver esforços suficientes que objetivassem mudar essa triste realidade.
Como muitos já disseram a Amazônia não passa mesmo de um grande almoxarifado, servindo o Brasil e o exterior também, sem que se observem os devidos critérios preservacionistas.
No momento em que estudos fidedignos revelaram ao País que a devastação da Amazônia atingiu índices assustadores e altamente preocupantes, corre-se agora atrás dos prejuízos ambientes que poderiam ter sido evitados há muito tempo, se providencias enérgicas tivessem sido adotadas.
Nenhuma política de preservação produziu o resultado esperado. Pelo contrário, cada vez mais a região vem contabilizando gigantesco aumento da agressão à floresta, que logo se transformam em verdadeiros desertos a céu aberto, além da permanente violação da nossa fauna.
Com toda tecnologia existente para monitorar a região, quando menos se espera, os telejornais mostram cenas de destruição que chocam a opinião pública, pois entendemos que já está ficando muito tarde para salvar em curto prazo esse paraíso com que Deus presenteou o Brasil.
A Amazônia está agonizando a passos nunca vistos antes! Será que as nossas autoridades não percebem isso? Não se observa medidas urgentes para frear esse crime. Não é pelo fato da Amazônia estar no Brasil, porém, o mundo necessita do seu oxigênio, da sua natureza - que já não é mais tão exuberante assim -, da sua biodiversidade... Não podemos ser tão irresponsáveis a ponto de assistir o fim de uma reserva que tem compromisso sério com a continuidade da vida no Planeta.
Não tenho nada contra a ilustre Ministra do Meio Ambiente, Senadora Marina Silva. Pessoa digna, íntegra, respeitável, de origem simples e humilde, que se projetou na vida pública pela sua capacidade, conquistando até reconhecimento internacional pela sua incessante luta em defesa da preservação da Amazônia ao lado de Chico Mendes, lá no Acre, onde foi covardemente assassinado. Mas, pela sua fragilidade física, transmite a impressão de que ninguém mais a respeita, pois os desmatamentos não param, desafiando a República por inteiro. A Ministra Marina, bem que poderia ser transformada em “Embaixadora da Amazônia” junto aos países ricos visando angariar fundos para serem aplicados na revitalização da região. Conhecimento para desenvolver esse trabalho, a Ministra tem de sobra.
Por outro lado, por que o governo não nomeia um General - (linha dura) - para esse Ministério visando tratar do nosso meio ambiente? É apenas a sugestão de um amazônida que - a exemplo de tantos outros milhares -, estão preocupados com os rumos e o futuro da região. Essa idéia, não tem nada a ver com qualquer discriminação contra a mulher, a quem devotamos todo respeito e admiração. O problema central, é que não vemos avanços significativos ocorrerem visando salvar a região.
A substituição de Ministros em qualquer governo democrático é a coisa mais natural. Enfrentar aqueles que continuam na busca do comércio ilegal dentro de uma região que representa um bem imprescindível para a sobrevivência da humanidade, é intolerável. Precisa ser combatido imediatamente com muito rigor, sem mais procrastinação.
Sugeri, recentemente, em matéria publicada pelo Jornal “O LIBERAL”, para que as Forças Armadas fossem deslocadas para essa patriótica missão de salvar o que ainda resta da Amazônia. Na minha visão, não vejo outra alternativa para o momento atual pelo qual está passando a região.
Desta feita, surge a pergunta que deve ser a de todos os brasileiros: quando o governo federal vai realmente agir decisivamente para evitar o pior para a região? Quando não houver mais nada a fazer por esta Amazônia que tanto amamos e que muito nos orgulha? Perder essa guerra para a destruição significa se perder a própria vida.
********************** ÓBIDOS (PA), 25 JAN 2008 |
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