Crônica  de  Hugo Antônio Ferrari                                                                               06/07/2005

 

O SANTO DAS MULTIDÕES
Hugo Antônio Ferrari
 

A humanidade recebeu com imensa alegria, aquilo  que já se sabia ser uma grande realidade: a santificação do Papa João Paulo II! O anúncio do inicio do processo de canonização feito por Sua Santidade o Papa Bento XVI, deixa a igreja católica orgulhosa e agradecida, já que João Paulo II será um dos santos mais populares de todos os tempos, pela oportunidade que  teve de  conhecer, nas suas peregrinações apostólicas,  todos os continentes da terra, falando,  beijando, abraçando e abençoando  os povos de todas as raças. Nenhum Papa, até hoje, encantou tanto  o planeta quanto João Paulo II. Seu pontificado foi  algo singular, excepcional,  inédito, e ficará marcado para sempre nos  anais  da história  dos povos. Ninguém mais conheceu de perto o sofrimento, a angustia, a tristeza, a desolação de tantas pessoas  quanto João Paulo II. Ninguém mais conheceu de perto a maldade,  sentindo na própria carne a frieza e a covardia do ser humano  por quem deu a vida, do que João Paulo II.  O amor que esse Papa carregava no coração, levou ao arrependimento muita gente, inclusive o delinqüente que o atingiu quase  que mortalmente com uma bala em plena Praça de São Pedro, chegando a ponto de exigir participar de seus funerais, fato que lhe foi negado pelas autoridades turcas por motivos óbvios. 
 

Enquanto as leis do ódio e do rancor não pararem   de vigorar, João Paulo II mostrou para todos  que somente o perdão e o amor serão capazes de devolver ao nosso mundo a paz de que tanto necessitamos. Nada poderá substituir essas duas armas poderosas deixadas por Jesus Cristo no alto da cruz. Quem as usar, será mais forte do qualquer bomba, do que o pior terrorista. Nada neste mundo  poderá  vencer o perdão e o amor!

O Papa João Paulo II que dentro de pouco tempo  subirá aos altares da Santa Igreja, já está no céu - desde a sua morte - de onde aguarda a sua canonização, a fim de continuar zelando,  orando e intercedendo  pela felicidade desta sofrida humanidade que ele tanto amou - cujo rebanho - Deus entregou nas mãos do Pastor Bento XVI!

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