| Crônica de Hugo Antônio Ferrari 12/11/2007 | |
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IMPUNIDADE, MEDO E INSEGURANÇA
Enquanto o Brasil se recupera de dois dos mais terríveis acidentes aéreos da história da nossa aviação civil envolvendo aviões da GOL e TAM, bem como da própria crise aérea que tem abalado o setor, surge mais uma: A falência da empresa BRA. Um acordo parece garantir a validade dos bilhetes adquiridos por passageiros que foram surpreendidos com o fechamento da companhia, que passará a ser administrada por uma outra empresa.
Afinal, que País é esse que se deixa dominar pela impunidade? Quando da entrevista de uma aeromoça que não se identificou por motivos óbvios, detalhou a falta de cuidados com a manutenção das nossas aeronaves. Será realmente verdade? Mesmo não querendo acreditar, ficamos em dúvida, perplexos, temerosos, pois, um avião de última geração - mesmo que o risco exista -, não pode se acidentar à-toa, como aconteceu no Brasil. Descuido do controle do tráfego aéreo? Falha técnica ou humana? Quando se saberá definitivamente as causas para se evitar novas tragédias?
Como admitir que um menor possa embarcar sem problemas num avião comercial sem ser identificado pelas autoridades ou funcionários aeroportuários? É se esse menor estivesse - por exemplo - a serviço do terrorismo, e, por algum motivo, portasse algo perigoso que comprometesse a segurança do vôo? Sinceramente, não dá para acreditar que isso ocorreu. Toda a imprensa nacional noticiou esse fato. Felizmente, nada de mais aconteceu. Do episódio, só ficou provado a falta de mais segurança nos nossos aeroportos.
Há quanto tempo não se tem notícia - graças a Deus -, de acidentes com aeronaves comerciais pertencentes às companhias de países como os Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Itália, Inglaterra, etc. Por lá, a impunidade é praticamente zero, e os culpados exemplarmente punidos. Aqui, os abusos não param, pois os mal-intencionados conhecem a fundo as nossas leis, e delas se beneficiam para fazer com o povo o que bem entenderem.
Neste País, sem saber, tomamos leite misturado com soda caustica, água oxigenada, coliforme fecal, e o que mais quiserem acrescentar de ingredientes nocivos à saúde da população. Mas, apenas só no leite e derivados que conseguiram adicionar esses venenos? E a qualidade dos outros produtos alimentícios que também consumimos? Quem nos garante estarem livres de impurezas? Tudo é possível. Precisamos estar sempre vigilantes. Cada consumidor faça a sua parte.
Com tudo isso que vem acontecendo, cada dia que passa, ficamos apreensivos ao ter que viajar de avião, mesmo reconhecendo ser um dos transportes mais seguros. Agora, sem os devidos cuidados técnicos - na Terra e no ar - causa pânico.
Sabemos que os acidentes ocorrem, porém, precisam ser evitados ao máximo que aconteçam, notadamente por haverem vidas humanas a serem preservadas. A responsabilidade - em qualquer tipo de transporte - é fator preponderante para se impedir novos desastres. Sem responsabilidade, ficamos todos vulneráveis. As nossas estradas - em particular -, se transformaram em verdadeiras fábricas de mortes, tal o impressionante número de vítimas.
Será que o governo brasileiro ainda não pensou em permitir a exploração das nossas linhas domésticas por companhias estrangeiras? Duvido que essa crise que vem infernizando a vida de quem depende do transporte aéreo acabaria da noite para o dia. Lembremos, que a concorrência é salutar.
Que as nossas autoridades, responsáveis pelo setor aéreo, endureçam a fiscalização sobre todas as empresas, assim como no controle do tráfego aéreo, a fim de que possamos substituir o medo pela confiança. Isso será possível, desde que a impunidade seja rigorosamente combatida.
Vamos juntos inaugurar um novo Brasil - esquecendo o velho que já nos causou tantas decepções -, para que possamos nos orgulhar de vez deste País sem igual no mundo. Podem procurar, e jamais encontrarão.
********************** ÓBIDOS (PA), 11 NOV 2007 |
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