TRIBUTO A
NELSON AMARAL
Hugo Antônio Ferrari
Fomos sempre bons
amigos, e via no Nelson uma pessoa expansiva, alegre, que gostava da
vida, aproveitando sempre os bons momentos para desfruta-los a seu
modo. Membro de tradicional e numerosa família, os “Amaral”,
vocacionados para a pecuária, foram os responsáveis pela melhoria
genética dos rebanhos na nossa região, tendo na pessoa de Adalberto
Amaral, lá no velho Paraná de Dona Rosa, Município de Juruti, um dos
precursores desse avanço.
Pela educação de seus
dois filhos, sua dedicada esposa Arluce - que muito se preocupava com a
sua saúde - teve que fixar residência em Belém, para onde Nelson sempre
viajava, notadamente por ocasião do Círio de Nazaré, se deliciando do
cardápio da época, sem faltar a “gelada” com os amigos que ele e todos
nós apreciamos. Nelson nunca admitia deixar Óbidos - terra que amava
apaixonadamente - participando de todos os eventos festivos, como a
Festa de Sant’Ana, o animado carnaval, o “Festival do Jaraqui”, etc.
Desenvolveu também atividades comerciais, de representações, e nunca se
ouviu dizer que algum fato tenha desabonado a sua conduta. Isso é
gratificante para os seus familiares!
Com o passar do tempo,
muitas vezes surgem as doenças. Foi o caso do Nelson e de muitas outras
pessoas que, nem sempre, admite a necessidade de uma mudança radical
de vida para poder conviver com certas enfermidades. É difícil aceitar
e deixar de fazer aquilo que se gosta, entretanto é preciso e
necessário para o bem da saúde.
Lembro-me certa vez que
estávamos hospedados no Central Hotel em Belém, e éramos vizinhos de
quarto. Numa noite tive uma forte dor de cabeça, e fui acudido pelo
Nelson que de pronto foi providenciar um medicamento para mim. São
pequenos favores que marcam a nossa existência. Escrevi, já faz um bom
tempo, uma matéria para o Jornal “O Liberal”, falando sobre a família
Amaral. Recebi do saudoso amigo Abdias um telefonema emocionado, e do
Nelson um telegrama de agradecimento. O intuito, foi mostrar para todos
o quanto essa família contribuiu com exemplos e muito trabalho para o
desenvolvimento da pecuária na nossa região.
Agora, quero continuar
me lembrando do Nelson extrovertido, brincalhão, sorridente, e que
sempre me dispensou atenção e cordialidade. Fomos amigos sem qualquer
outro interesse, a não ser pela própria amizade. Que Deus guarde
a sua boa alma!
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