Crônica  de  Hugo Antônio Ferrari                                                                               10/06/2005


TRIBUTO A NELSON AMARAL
Hugo Antônio Ferrari

Fomos sempre bons amigos, e via no Nelson uma pessoa expansiva, alegre, que gostava da vida, aproveitando sempre os bons momentos  para desfruta-los a seu modo. Membro de tradicional e numerosa  família, os “Amaral”, vocacionados para a pecuária, foram os responsáveis pela melhoria genética dos rebanhos na nossa  região, tendo na pessoa de Adalberto Amaral, lá no velho Paraná de Dona Rosa, Município de Juruti,  um dos precursores desse avanço.

Pela educação de seus dois filhos, sua dedicada esposa Arluce - que muito se preocupava com a sua saúde - teve que fixar residência em Belém, para onde Nelson sempre viajava, notadamente  por ocasião do Círio de Nazaré, se deliciando do cardápio da época, sem faltar a “gelada”  com os amigos que ele e  todos nós apreciamos. Nelson nunca admitia deixar Óbidos - terra que amava apaixonadamente - participando de todos os eventos festivos, como a Festa   de Sant’Ana, o animado carnaval,  o “Festival do Jaraqui”, etc. Desenvolveu também atividades comerciais, de representações,  e nunca se ouviu dizer que algum fato tenha desabonado a sua conduta. Isso é gratificante para os seus familiares!

Com o passar do tempo,  muitas vezes surgem as doenças. Foi o caso do Nelson  e de muitas outras pessoas que, nem sempre,   admite  a necessidade de uma mudança radical de vida para poder conviver com certas enfermidades. É difícil aceitar e  deixar de  fazer aquilo que se gosta, entretanto é preciso e necessário para o bem da saúde.

Lembro-me certa vez que estávamos hospedados no Central Hotel em Belém, e éramos vizinhos de quarto. Numa noite tive uma forte dor de cabeça, e fui acudido pelo Nelson que de pronto foi providenciar um medicamento para mim. São pequenos favores  que marcam a nossa existência.  Escrevi, já faz um bom tempo,  uma matéria para o Jornal  “O  Liberal”, falando sobre a família Amaral. Recebi do saudoso amigo Abdias um telefonema emocionado,   e do Nelson um telegrama de agradecimento. O intuito, foi mostrar para todos o quanto essa família contribuiu com exemplos  e  muito trabalho para o desenvolvimento da  pecuária  na nossa região. 

Agora, quero continuar me lembrando do Nelson extrovertido, brincalhão,  sorridente,  e que sempre me dispensou atenção e cordialidade. Fomos amigos sem qualquer outro interesse, a  não  ser     pela própria  amizade. Que Deus guarde a sua boa alma!

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