Crônica  de  Hugo Antônio Ferrari                                                                               10/06/2005

 

POR UM NOVO CONGRESSO
Hugo Antônio Ferrari

Os últimos acontecimentos registrados na  Câmara dos Deputados, em Brasília,  além de deixar a população brasileira perplexa, estarrecida, com escândalos envolvendo Deputados que recebiam gordas propinas mensais apelidado de “mensalões” para votarem com o governo, levantando a discussão da necessidade de se eleger, no próximo pleito, um novo Congresso Nacional - resguardando-se os parlamentares éticos que estão fora desse lado podre da política. Enquanto neste país as eleições não forem levadas a sério, dificilmente o quadro político terá credibilidade suficiente perante a opinião pública, a fim de se evitar que espetáculos deprimentes maculem a democracia, que dever ser exercitada por políticos sérios e comprometidos com o desenvolvimento do Brasil.  O eleitorado, na sua maioria, deve analisar com mais critério os candidatos que deverão ser votados! Se não houver essa preocupação, dificilmente vamos nos livrar de novos desmandos, a exemplo também do que aconteceu com alguns Deputados Estaduais em Rondônia,  que tentaram subornar o Governador em troca  de apoio.

Queremos um Congresso independente,  que  cumpra o seu papel de instituição  fiscalizadora, defendendo com intransigência os interesses do país,  e  não um Congresso subserviente que se curve diante  de favores e cargos. Infelizmente, o que temos visto, é o Brasil ser leiloado pelos partidos políticos para votarem em favor do governo, recebendo ministérios, comando de estatais e demais órgãos públicos para fins políticos. O resultado de tudo isso, são as  seqüências de escândalos como o assalto aos Correios e demais desvios do dinheiro público.

Entendo que,  o apoio parlamentar  que os partidos derem ao governo,  não deve absolutamente passar por oferta de cargos e outros favores,  incluindo  nesse conceito, até o partido do próprio  Presidente da República, dos Governadores e Prefeitos - sejam eles quem forem.   Como está sendo procedido - e não é de  hoje - descaracteriza totalmente o papel do Poder Legislativo, estendendo-se esse critério para as Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais que seguem o mesmo exemplo. Político que desejar tirar proveito próprio do seu mandato, deveria ser banido da vida publica. Afinal, todos são muito bem  remunerados pela sociedade  para terem independência na hora de votar as matérias. Está   provado que,  esse modelo de governar, onde se compra apoio, vem impondo ao Brasil gastos excessivos, além de alimentar a corrupção. O que podemos deduzir de tudo isso, é o pouco interesse que existe pelo nosso país, que carrega uma desigualdade social brutal, onde milhões de brasileiros vivem na mais degradante miséria, enquanto alguns poucos negociam em proveito pessoal o voto que receberam para defender a Pátria. Isso tem que acabar!

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