Crônica  de  Hugo Antônio Ferrari                                                                               10/06/2005


ACABAR COM A FOME E  A MISÉRIA
Hugo Antônio Ferrari

 Um dos maiores desafios enfrentados pela humanidade, são o combate à fome e a miséria!  Esforços governamentais e  religiosos nesse sentido  estão  sendo empregados a fim de diminuir essas desigualdades  sociais gritantes que humilha seres humanos espalhados pelos continentes. E quais os métodos e políticas públicas para enfrentar esse problema de tamanha gravidade? Na minha opinião, em primeiro lugar, o combate sistemático a corrupção, onde fortunas incalculáveis são desviadas para fins ilícitos, prejudicando programas de erradicação da fome e da miséria. No governo do Presidente Kennedy, os Estados Unidos  deflagrou o Programa “Aliança para o Progresso”, onde toneladas de alimentos eram distribuídos entre os paises mais pobres, dentre eles o nosso. Hoje o Brasil vive uma experiência pioneira  nesse campo, instituindo o Programa “Fome Zero” do atual governo. Embora os resultados  colhidos sejam tímidos - mas a intenção  absolutamente válida - já sofreu, em muitos casos, a presença nefasta da corrupção. O mecanismo jurídico atualmente existente, não consegue ainda punir exemplarmente e nem debelar tantos desmandos que não  ocorrem somente  no Brasil, porém, em muitos países do mundo.

Outro fato que contribui exageradamente para manter vivo o flagelo da fome e da miséria, é o brutal desperdiço de alimentos, a partir da colheita até a sua  utilização e comercialização. Não existe uma preocupação  maior para debelar esse contínuo prejuízo por falta de mais critério.  A agressão sofrida pela natureza em todos os cantos da terra, além de preocupar o futuro da sobrevivência  da espécie humana, vem dizimando muitos alimentos, por força de uma exploração irracional e inconseqüente, gerado pela ganância,  pela ambição descabida, pelo egoísmo, e, sobretudo,  pelo poder econômico que domina os mercados internacionais.  Resumindo todos esses desastres que se abatem  diariamente   sobre  o nosso planeta, a desinformação,  o analfabetismo, a falta de mais educação, de  melhor assistência à saúde,  de justiça,  está levando os povos a uma situação de desespero, de angustia, de inquietação.

A fome e a miséria que assola a terra e mata impiedosamente, para combate-la, precisa contar com  a solidariedade das pessoas de boa vontade. Somos, indistintamente,  responsáveis por um mundo novo, onde as oportunidades sejam para todos, e não apenas para poucos privilegiados!

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