| Crônica de Hugo Antônio Ferrari 14/03/2005 |
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HONESTIDADE A honestidade é uma palavra muito forte que muitos políticos gostam de proclamar e usar nas suas propagandas eleitorais! Só que, existem muitas formas de desonestidades, e não somente quando se assalta o dinheiro público, por exemplo. Somos desonestos nas nossas atitudes, no relacionamento com a família, com os amigos, quando invejamos, quando julgamos os outros maliciosamente, quando mentimos, quando sonegamos impostos, quando nossa declaração de renda é facciosa, quando nos aproveitamos dos menos esclarecidos, enfim, existe muitas maneiras de provar a nossa desonestidade. O que há, isto sim, são pessoas bem intencionadas que, mesmo tendo oportunidade de praticar uma ação indevida, não o fazem, entretanto, não são honestas no verdadeiro sentido da palavra. Pelo fato de sermos humanos, já nascemos com o “pecado original”. Nem o Papa é honesto, apesar de ser considerado santo, mas por ser humano, portanto, está como todo mortal sujeito à falhas. Muitas vezes, somos desonestos conosco mesmos, imagine com os outros. Agora, se nos intitulamos honestos, é no mínimo uma grande hipocrisia. Ter boas intenções, combater a desonestidade, os desmandos, a mentira, é importante e dever de todos mas, levantar a bandeira da honestidade é muito perigoso, pois alguém poderá ser desmoralizado quando menos esperar. Quantos que batem no peito se dizendo honestos, e na verdade estão cheios de desonestidades? Honesto mesmo, somente Deus e Nossa senhora! Nossa Senhora, por ter sido concebida sem pecado original, sendo considerada o símbolo da pureza. Quem não tem pecado é honesto! Deus, o criador de todas as coisas, é a honestidade das honestidades, e ninguém mais. Fico um tanto indignado quando vejo pessoas se intitularem honestas por inteiro, sem defeitos, uma vez que neste mundo ninguém pode lançar a primeira pedra. Foi assim com a mulher adúltera do Evangelho denunciada a Jesus pelos fariseus. Quando Jesus publicamente exortou qual deles não tivesse pecado, isto é, fosse honesto, atirasse então a primeira pedra. Ninguém se atreveu, e todos saíram de mansinho, e Jesus perdoou a mulher, pedindo que não pecasse mais. Reconheçamos a nossa desonestidade para termos a misericórdia de Deus, ao invés de nos julgarmos donos absolutos da verdade, da honestidade!
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