Crônica  de  Hugo Antônio Ferrari                                                                              03/03/2007

A DOR DA REJEIÇÃO
HUGO ANTÔNIO FERRARI

Ninguém foi mais rejeitado e humilhado neste mundo do que Jesus! A manjedoura - junto aos animais -, foi o lugar encontrado para o Filho de Deus nascer, pois não houve interesse em se hospedar a “Família de Nazaré”, onde mesmo naquele tempo muitos já sofriam os efeitos da rejeição.

Quem nesta vida ainda não se sentiu rejeitado? Esse hábito faz parte de uma das atitudes mais nocivas do ser humano. Será que existe pior rejeição do que a prática criminosa do aborto? E os doentes? Quantos sofrem rejeição na família, como também nos hospitais? Se o paciente tem dinheiro, Plano de Saúde, o tratamento é VIP. Se for indigente todos já sabem como é. A televisão está cansada de mostrar cenas deprimentes, onde nem mesmo os animais devem ser submetidos.

Não há uma só atividade que não exista rejeição!  É o ser humano discriminando o próprio ser humano. Vivemos uma crise de falta de fraternidade. Cada um que procure vencer a rejeição da qual está sendo vítima da melhor forma possível.

Outro tipo de rejeição que envergonha o Brasil - apesar de alguns avanços -, é a questão racial. Esse tipo de preconceito compromete relacionamentos e dificulta a conquista de novas oportunidades nos diversos segmentos sociais.

Na política, também, é muito comum a rejeição. Candidatos endinheirados - mesmo alguns sem qualidades éticas para os cargos pleiteados - levam vantagem sobre candidatos decentes desprovidos de recursos. Não conseguem romper a barreira imposta pelo poder econômico que continua muito forte, influindo diretamente na maioria do eleitorado que, ainda não atentou para esse fato pernicioso que ocorre a cada eleição. É por esse motivo, que não conseguimos melhorar o padrão moral da maioria da nossa classe política. Uma recente pesquisa revelou, o quanto se comprou votos neste país nas últimas eleições.

E dessa forma, a rejeição continua fazendo suas vítimas. Somente uma nova consciência pode ajudar a mudar esse quadro, permitindo com que a justiça possa realmente acontecer na vida das pessoas que a merecem de fato.

Mas nem Jesus conseguiu ser profeta na sua própria terra, quanto mais um de nós! Foi recebido triunfalmente na sua Jerusalém, e logo depois - pelos seus próprios concidadãos -, condenado à morte de cruz. Continua sendo muito difícil alguém conseguir ser profeta na sua terra natal! Esses são tratados como se fossem verdadeiros marginais da pior qualidade, mesmo ostentando comportamento ilibado e com a “ficha limpa”. Mas para aqueles que sofrem rejeição injusta no seu torrão, resta buscar a conformação no exemplo vivido por Jesus durante a sua passagem por esta Terra. Só reconheceram o seu valor, quando já estava morto! Mataram um homem justo que, tinha por objetivo, ensinar o amor e o perdão ao próximo, combater as injustiças que, infelizmente, continua infelicitando tanta gente até os dias de hoje. 

Que cada um de nós procure ao máximo não rejeitar o seu semelhante. Façamos do nosso próximo um aliado em potencial na construção de um mundo mais fraterno. Para isso, contamos com o apoio e a solidariedade de Jesus - Nosso Salvador -, que tem experiência de sobra em matéria de rejeição humana!

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ÓBIDOS (PA), 23 FEV 2007

 
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