| Crônica de Hugo Antônio Ferrari 02/01/2007 |
|
DECEPÇÃO NAS ELEIÇÕES No Brasil, infelizmente, ser digno, ético, decente, honrado, pode servir para tudo, menos para a política. Ostentar todas essas qualidades, nem sempre significa garantia de vitória! Quantos já foram decepcionados nas urnas? Em razão desse desprestigio todo, muitos que poderiam ingressar na vida pública - para ajudar a melhorar o padrão moral da política brasileira -, não se sentem nem um pouco motivados. Falta mais cuidado e atenção dos eleitores na hora de escolher quem de fato merece receber a incumbência de representar os interesses do povo, quer nas Câmaras Municipais, Prefeituras, Assembléias Legislativas, Governos Estaduais, Congresso Nacional, e (por que não?) até na Presidência da República? Mas o que as urnas têm nos revelado, mostra totalmente ao contrário: Parece que quanto mais determinados candidatos se envolvem com esquemas fraudulentos, mais são aclamados nas urnas como se fossem heróis, em detrimento de muitos candidatos sérios, bem intencionados, que são completamente alijados do processo, ferindo frontalmente a democracia que não aceita aqueles que se desviam dos caminhos da moralidade. Mas será mesmo que temos que ser desonestos, mentirosos, cínicos, enganar a boa fé do povo para vencer eleições? Com muito pesar, parece que sim! Os exemplo mostram que é muito mais fácil alguém alcançar os objetivos pretendidos procedendo de maneira totalmente espúria, facciosa, do que praticando a seriedade que deveria existir por inteiro na vida pública. Não é uma questão de se fazer apologia à corrupção! É a mais pura realidade que não dá para esconder, e que comprovamos a cada pleito. Se houvesse mais consciência na hora de se votar, não seria nem necessário incomodar a justiça - que não consegue debelar a escalada vertiginosa da corrupção -, pois ela já seria feita na própria urna, rejeitando de imediato nomes mais do que conhecidos e manchados pelos desmandos praticados. Mas até quando o nosso eleitorado vai continuar elegendo políticos moralmente descredenciados? Com esse comportamento, não conseguiremos nunca virar essa página negra da nossa história. Enquanto isso, grandes prejuízo são imposto ao país com o desvio de verbas que deixam de ser aplicadas em favor da população. Quantos escândalos já presenciamos ao longo dos tempos, sem que seus autores sejam exemplarmente punidos na forma da lei? Muito pelo contrário, enfrentam a sociedade como se nada de mais tivesse acontecido, cuja maioria permanece ganhando seguidas eleições. Se não ocorrer uma grande mobilização para que o nosso eleitorado deixe de apoiar candidatos duvidosos na sua conduta ética - ou aqueles que estão sob a mira da justiça -, o Brasil não sairá tão cedo desse atoleiro em que foi jogado pela corrupção. Tudo vai depender do povo! Se desejarem um Brasil novo, moralizado, por certo ele surgirá, a exemplo de muitos países no mundo. Caso não queiram assim, teremos que nos conformar com esse Brasil velho, que só serve mesmo para alimentar os aproveitadores que nada temem. A escolha é nossa! ÓBIDOS (PA) 01 JAN 2007 |
|
|