Crônica  de  Hugo Antônio Ferrari                                                                               27/05/2005

 

NEPOTISMO EXPLÍCITO

Hugo Antônio Ferrari

    Enquanto o Prefeito  de Santa Rita,  (Paraíba),  Marcus  Odilon,  declarou guerra ao nepotismo, proibindo ele próprio, o seu Vice, Secretários Municipais e Adjuntos de nomearem parentes para a administração,  numa atitude de moralidade e respeito  à  ética na política, o atual Presidente  da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcante,  da uma  demonstração vergonhosa, nomeando  todos os seus filhos - e mais se tivesse - para ocupar cargos comissionados,  comprometendo e desgastando a imagem de uma instituição que tem o dever de ser para a Nação um referencial  de dignidade e honradez.  Infelizmente, a prática do nepotismo está praticamente presente em todos os  órgãos públicos no Brasil inteiro. Não existe nenhum pudor e  acanhamento para se cometer tamanha afronta. Não é de hoje que a imprensa denuncia esse crime contra os bons costumes! A política está cada vez mais  deixando de ser uma atividade confiável, para se perder em ações  que só fazem denegrir a imagem de uma classe que tem sobre sua responsabilidade,  traçar os rumos e  o destino da nossa sociedade, que não aceita mais  conviver  pacificamente com   tantos fatos desagradáveis, como por exemplo,  o avanço do nepotismo e da própria corrupção.

   O Brasil clama todos os dias por exemplos sérios,  dignificantes, patrióticos, que possam servir de parâmetros para as novas gerações que estão chegando, e amanhã estarão nas Câmaras Municipais, nas Prefeituras, nas Assembléias Legislativas, no Congresso Nacional, na Presidência da República... Quanta imoralidade tem acontecido ao longo da nossa caminhada política? Quantos desmandos vêm prejudicando o crescimento do país e o bem-estar do povo?   Será esse legado sujo, corrompido, que irão herdar? Será a continuidade do nepotismo, do interesse pessoal que deverão prevalecer sempre? Será que não  é possível mais  sonhar com um país diferente, respeitado, longe de tanta injustiça?  Num país sério - onde os políticos respeitam o povo - escândalos desse tipo jamais aconteceriam, e os “Severinos”  existentes  já teriam sido banidos do poder  a muito tempo em nome da decência !

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