| Crônica de Hugo Antônio Ferrari 25/07/2006 |
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A GUERRA DA
INSENSATEZ O mundo assiste preocupado, perplexo, o conflito entre Israel e o Líbano. Não é uma questão de saber qual o país que diz ter razão e que vai ganhar essa guerra suja, sem sentido. O problema é o clima de terror e de medo que tomou conta da região, provocado por um fanatismo doentio, onde muitas pessoas morrem sem ter culpa, apenas pela estupidez de seus respectivos governos. Ninguém tem mais segurança alguma. Todos estão vulneráveis aos ataques. O pânico está generalizado. As cidades continuam sendo destruídas, e os moradores deixando suas casas em busca de lugar seguro, fugindo da morte que domina o cenário macabro desse embate. São povos que habitam a região onde Jesus nasceu, peregrinou, anunciando o caminho da salvação, e que deveriam ser irmãos, não inimigos. Mas ninguém respeita a memória do Filho de Deus, e a paz não consegue prosperar. Não há boa vontade de nenhuma das partes, em busca do entendimento. E os habitantes que convivem sob esse fogo cruzado, já imaginaram a aflição, o desespero? Até brasileiros já morreram em conseqüência dos pesados bombardeios, e outros tantos estão sendo trazidos de volta ao Brasil pelo Itamaraty. Isso é vida? Famílias separadas que estão preocupadas com seus entes queridos, não escondem o estado de angustia, de tensão, que domina todas as vítimas dessa tragédia. Quantos inocentes estão perdendo a vida de ambos os lados por conta da intolerância? E os prejuízos pela reconstrução dos escombros, quanto custará? Enquanto isso, o mundo convive com as calamidades causadas pela fome, pela miséria, pelas doenças. Onde está a sensibilidade dessa gente? No dedo que aciona os tanques, os mísseis, as metralhadoras? E assim, o sangue derramado pelos inocentes, serve como prêmio para o país que mais sepultar vidas. É o “campeonato da morte” em pleno século XXI! Que tanta falta de compaixão? Para onde este nosso mundo está caminhando a passos largos? Para o abismo? Para o fim de tudo? Não é ocasião para discutir quem tem razão. O instante é gravíssimo, preocupante, com conseqüências imprevisíveis, mas o bom senso não quer prevalecer. A mesa de negociação está vazia. Parece mesmo que a paz está sendo cada vez mais ignorada. Não sabemos o que está por vir! Assistimos o planeta ser ameaçado pelas bombas inconseqüentes, como também pela fúria avassaladora da natureza, devastando tudo que encontra pela frente. São sinais que não estão sendo considerados. Vivem ignorando um Ser Superior que criou esta terra, e que o homem não se cansa de destruir - de todas as formas - dia e noite. Até quando? A grande verdade, é que o mundo perdeu o rumo. Estamos à deriva! Não sabemos mais qual o porto seguro para ancorar essa nave que transporta esta humanidade sofredora. Mas a tempestade pelo poder, pela prepotência, pela arrogância, pela ganância não deixa. Podemos naufragar a qualquer momento! Será o começo do fim? |
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