Crônica  de  Hugo Antônio Ferrari                                                                               16/05/2005

 

AS PRIORIDADES NÃO ACONTECEM

Hugo Antônio Ferrari

 

       Vivemos num país onde as verdadeiras prioridades não acontecem  como deveriam,  prejudicando milhões de brasileiros que esperam por uma vida melhor e mais digna.

         Quando falamos de educação, percebemos o quanto  ainda estamos longe da realidade, apesar de alguns avanços.

          Quando falamos de saúde,  ficamos indignados ao ver o quanto às pessoas sofrem para ter acesso a um direito fundamental.

         Quando falamos de justiça, notamos o quanto estamos atrasados em relação a outros paises.

         Quando falamos de direitos do consumidor, verificamos o quanto o povo continua sendo lesado.
        Quando falamos de comunicação, lembramos  o quanto  o absurdo da  taxa de manutenção do telefone fixo   continua  onerando  a sociedade, embora já tendo sido aprovado pela Comissão de Defesa do Consumidor a sua extinção, porém, nada de ser votado pelo plenário da Câmara.
        Quando falamos de meio  ambiente, é lamentável ver o tamanho do avanço da destruição que gera morte, sem que existam medidas  definitivas   para livrar o país  desse constante massacre, notadamente a Amazônia.
        Quando falamos de corrupção, ficamos indignados ao ver  os estragos que esse mal vem causando ao nosso país, sem que os culpados paguem por seus crimes.
        Quando falamos de segurança, sentimos o quanto estamos vulneráveis nas mãos de criminosos.
       Quando falamos de eleição, lembramos a  maioria das promessas que geralmente não são cumpridas, trazendo a cada pleito mais decepção.
      Quando falamos de estradas, é duro ver as condições das nossas, impedindo um melhor desenvolvimento.
        Quando falamos de salário mínimo, ficamos indignados pelo seu ínfimo valor,  figurando dentre os piores do mundo.
      Quando falamos de fome, de desnutrição, verificamos o quanto esse flagelo humilha milhões de brasileiros.
       Quando falamos de habitação, verificamos o quanto é degradante e desumano a moradia de tanta gente espalhada neste país, notadamente nos grandes centros urbanos.
       Quando falamos das nossas crianças de rua, dos nossos jovens, entregues à própria sorte e vítimas das drogas e da prostituição,  sem que existam medidas definitivas que mudem a triste  história  de vida desses seres humanos.  
     Agora, quando  muitos  temas que  não são nada   relevantes, como aumento de salários para determinadas categorias que já ganham bem e se auto-aumentam em detrimento de tanta miséria existente, a rapidez como são resolvidos é simplesmente impressionante, fazendo com que todos nós percamos a esperança num Brasil mais  justo e igualitário, enquanto as reais prioridades do povo dormem o sono eterno do esquecimento e da indiferença.

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