Crônica  de  Hugo Antônio Ferrari                                                                               07/03/2005

APOSTANDO NO CAOS
   Hugo Antônio Ferrari

Os Estados Unidos é um país onde o patriotismo do seu povo é muito forte, e ninguém aposta no caos, como alias muitos fazem no Brasil. Na recente posse do Presidente Bush para o seu segundo mandato, lá estavam prestigiando o ponto alto da maior democracia do mundo, o seu adversário e outros ex-Presidentes do Partido Democrata. Candidato que perde  eleição  é a coisa mais natural,  pois os legítimos interesses daquela  grande Nação estão muito acima de qualquer divergência de cunho político ou mesmo pessoal. Todos exercitam a vida pública com profundo sentimento patriótico, e o respeito pela Constituição é sagrado.

No Brasil, infelizmente, a situação é totalmente inversa.  A maioria das nossas autoridades não sabe nem cantar o Hino Nacional por inteiro, quanto mais o nosso povo, já que não há interesse em se difundir um hino tão belo e emocionante como o nosso.  Lição de cidadania se aprende  nos colégios, a fim de que as crianças, os jovens, cresçam cheias de civismo, prontos para defender e amar a Pátria e não explorá-la.  Apostar no caos, tem sido sempre a arma dos derrotados!  No momento da transição até a posse dos novos prefeitos, o que vimos foram cenas de puro “vandalismo político”, sendo o bem publico destruído por conta do ódio, do rancor, da inconformação  com os resultados das urnas, impondo a esses municípios que foram depredados pela insensatez enormes prejuízos. Não houve, em muitas cidades, uma transmissão de cargo decente, cordial, democrática, como determina lei e a civilidade. Muitos Prefeitos receberam as Prefeituras das mãos de terceiros, já que os antigos gestores não assumiram publicamente seus erros, deixando a seus sucessores uma série de problemas, como a própria imprensa nacional denunciou.

Esse modo ultrapassado  e impatriótico  de se  fazer política ainda permanece vivo na mente de muita gente que se diz gostar de trabalhar pelo bem-estar do povo. Pessoas apostando tudo no pior, no caos, ao invés de contribuírem em favor da solução dos graves problemas que afligem o nosso país. Quem alimenta o despeito, a inveja, deveria abandonar a vida pública, que não existe para ser exercida dessa maneira. Fazer oposição responsável, denunciando e combatendo os desmandos é de suma importância. Qualquer democracia vive baseada nesse principio salutar. Agora, fazer oposição raivosa pura e simples, deve ser repudiada pela sociedade, que não aceita mais conviver com aqueles que continuam fazendo apologia ao caos.

Esperamos que, espetáculos deprimentes como o que assistimos nas últimas mudanças municipais não mais se repitam, pois o que está em jogo é o nosso próprio patrimônio que deve ser preservado e respeitado a qualquer custo, e não apostar no caos, como forma de vingança.  Democracia não é assim que se constrói!

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