APOSTANDO NO CAOS
Hugo Antônio
Ferrari
Os Estados Unidos é um
país onde o patriotismo do seu povo é muito forte, e ninguém aposta
no caos, como alias muitos fazem no Brasil. Na recente posse do
Presidente Bush para o seu segundo mandato, lá estavam prestigiando
o ponto alto da maior democracia do mundo, o seu adversário e outros
ex-Presidentes do Partido Democrata. Candidato que perde eleição é
a coisa mais natural, pois os legítimos interesses daquela grande
Nação estão muito acima de qualquer divergência de cunho político ou
mesmo pessoal. Todos exercitam a vida pública com profundo
sentimento patriótico, e o respeito pela Constituição é sagrado.
No Brasil, infelizmente, a
situação é totalmente inversa. A maioria das nossas autoridades não
sabe nem cantar o Hino Nacional por inteiro, quanto mais o nosso
povo, já que não há interesse em se difundir um hino tão belo e
emocionante como o nosso. Lição de cidadania se aprende nos
colégios, a fim de que as crianças, os jovens, cresçam cheias de
civismo, prontos para defender e amar a Pátria e não explorá-la.
Apostar no caos, tem sido sempre a arma dos derrotados! No momento
da transição até a posse dos novos prefeitos, o que vimos foram
cenas de puro “vandalismo político”, sendo o bem publico destruído
por conta do ódio, do rancor, da inconformação com os resultados
das urnas, impondo a esses municípios que foram depredados pela
insensatez enormes prejuízos. Não houve, em muitas cidades, uma
transmissão de cargo decente, cordial, democrática, como determina
lei e a civilidade. Muitos Prefeitos receberam as Prefeituras das
mãos de terceiros, já que os antigos gestores não assumiram
publicamente seus erros, deixando a seus sucessores uma série de
problemas, como a própria imprensa nacional denunciou.
Esse modo ultrapassado e
impatriótico de se fazer política ainda permanece vivo na mente de
muita gente que se diz gostar de trabalhar pelo bem-estar do povo.
Pessoas apostando tudo no pior, no caos, ao invés de contribuírem em
favor da solução dos graves problemas que afligem o nosso país. Quem
alimenta o despeito, a inveja, deveria abandonar a vida pública, que
não existe para ser exercida dessa maneira. Fazer oposição
responsável, denunciando e combatendo os desmandos é de suma
importância. Qualquer democracia vive baseada nesse principio
salutar. Agora, fazer oposição raivosa pura e simples, deve ser
repudiada pela sociedade, que não aceita mais conviver com aqueles
que continuam fazendo apologia ao caos.
Esperamos que, espetáculos
deprimentes como o que assistimos nas últimas mudanças municipais
não mais se repitam, pois o que está em jogo é o nosso próprio
patrimônio que deve ser preservado e respeitado a qualquer custo, e
não apostar no caos, como forma de vingança. Democracia não é assim
que se constrói!