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Palavras de Miguel Canto 07/04/2007 |
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FELIZ INICIATIVA Muito feliz a iniciativa de um valoroso leitor do Portal de Óbidos em conclamar aos cronistas colaboradores para que lembrassem dos cento e cinqüenta anos que completaria nesta semana o grande ícone da literatura brasileira, nosso conterrâneo José Veríssimo Dias de Matos. Confesso, no que diz respeito a mim nessa responsabilidade, que para que eu pudesse acrescentar qualquer coisa sobre tudo que já foi dito, sobre tudo que já foi escrito sobre ele, seria necessário um conhecimento muito mais profundo de todas as suas obras, conhecimentos estes que também confesso, fogem de minha propriedade. Porém, não devo negar que o reconhecimento e a valorização do trabalho de pessoas que dedicam parte de sua vida à cultura de nossa região e de nossa gente, devem prevalecer como obrigação de qualquer ser humano e principalmente daqueles que seguem ou que pretendem seguir o mesmo caminho tendo como base o feito dos imortais. O difícil é acreditar que mesmo dentro da Academia Brasileira de Letras onde estão concentradas as figuras mais representativas de nossa intelectualidade onde participava como fundador o nosso querido homenageado, ainda existam picuinhas políticas como as narradas por nosso mestre Ademar Amaral, em mensagem no livro de visitas do Portal de Óbidos capazes de toldar e até mesmo tentar desmoralizar uma trajetória tão bonita e tão interessante como a de pessoas com a envergadura moral e intelectual de José Veríssimo. Eles jamais conseguirão. Pois sua obra onde existem verdadeiras pérolas da literatura nacional, fazem parte de um legado que nunca será maculado. Permanecerá eternamente vivo através de documentos e definitivamente memorizado por todos nós, que orgulhosamente o consideramos como grande exemplo a ser seguido com todo orgulho de ainda sermos seu conterrâneo. E é por esta razão meu caro amigo Walmir Carvalho que quando analiso o comportamento de determinadas pessoas detentoras do poder, que conseguem abalar com suas investidas até mesmo as pessoas de coração nobre como nosso saudoso mestre, sinto que para eles os valores intelectuais não têm a menor importância. O que importa é que prevaleçam as suas vontades. Por isso, às vezes sinto-me mais a vontade em prestar minha homenagem a um grupo de pessoas que comungam com a gente de uma forma mais presente. E enquanto é tempo para que eles não sejam contaminados pelo vírus da demagogia. Um grupo que ainda pertence a um outro tipo de academia. Uma outra academia onde cada um usa e cuida de seu papel. Uma academia mais caseira, porém, onde ninguém tem tempo para procurar artifícios que possam desmerecer nosso apreço e nossa gratidão pela importância que seus membros representam no contexto de nossa cultura e de nossas tradições. Uma academia onde possa desde agora aparecer com muito brilho a satisfação de nosso amigo Hugo Ferrari que com a comemoração de suas duzentas crônicas já publicadas no Portal de Óbidos, já tem com absoluta certeza seu lugar privilegiado no rol dos grandes escritores. Uma academia onde possam reluzir sempre em primeira mão as memoráveis crônicas de nosso mestre Ademar Amaral. Uma academia onde possa florescer sempre as sábias e deliciosas crônicas dos irmãos Haroldo e Antonio Eduardo Figueira. Do nosso Poeta Eduardo Dias. Do Dino Priante e do Jorge Ari Ferreira. Uma academia onde possa você, meu dileto amigo, que só falta perder a timidez, deslanchar na arte do uso das palavras colaborando com a divulgação de importantes fatos que só trarão benefícios para o enriquecimento de nossa memória. Em fim uma academia onde os esforçados iniciantes onde me incluo, possam registrar sem muito alarde sem muito protocolo, nossa colaboração em benefício de nossa cultura e consequentemente de nossa história. Nosso reconhecimento, portanto, a todo o trabalho literário desenvolvido por nosso patrono José Veríssimo Dias de Matos e nossos parabéns a toda a nossa prata-de-casa por todo seu empenho e sua determinação. |
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